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Sai de Baixo na Globo
Num domingo fazia zapping e parei na Globo. Há muito tempo que não ia tão longe nas minhas buscas. E fiquei deliciado a ver o “Sai de Baixo“. O canal Globo transmite em Portugal coisas muito antigas, mas não deixam de ser engraçadas. O “Sai de Baixo” é uma dessas coisas. Sitcom brasileiro, em formato de teleteatro. Foi para o ar entre 31 de Março de 1996 a 31 de Março de 2002, totalizando 7 temporadas e 241 episódios. Em boa hora a Globo transmite dois episódios ao domingo. Conta a história de uma família disfuncional morando em São Paulo e para apimentar a trama há ainda um porteiro e uma criada. Sai de Baixo fez muito sucesso, sobretudo pelas claras improvisações dos atores. Um elenco de luxo: Luís Gustavo, Marisa Orth, Aracy Balabanian, Cláudia Jimenez, Miguel Falabella e Tom Cavalcante. O meus domingos mudaram por completo. Onde estou às 8 da…
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“Modern Love” no Prime Vídeo
Há uns dias falava com uma amiga sobre uma série do prime Vídeo da Amazon. Os olhos dela brilhavam de entusiasmo. Fiquei curioso e depois do jantar nesse dia mesmo comecei a ver “Modern Love“ Ela tinha razão. Pequenas histórias de amor ou de desamor. Cada episódio tem 30 minutos, cada um a contar a sua história. Por isso até se pode começar pelo fim. Todos os dias tenho-me emocionado. Talvez por ser um romântico por natureza e acreditar no amor. É anunciado como o género de comédia. Eu descordo por completo! Consigo sorrir, mas não é acima de tudo uma série melosa. É feita com ternura, mesmo quando aborda coisas muito sérias. O episódio da “Bipolar” ficou-me na memória. Aqui vemos o amor na suas múltiplas formas. Não devem perder, fiquei encantado.
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The Bikeriders
The Bikeriders um filme realizado por Jeff Nichols e interpretado por Austin Butler, Jodie Comer, Tom Hardy e Norman Reedus. Acompanha a ascensão de um clube de motards do oeste americano, os Vândalos dos anos 50 aos 70. Visto pela perspetiva do dia a dia dos seus membros, é um filme que gostei imenso mas violento que conta a história de um clube que evolui ao longo de uma década. Rapidamente transforma-se de um local de encontro de inadaptados, para um gangue sinistro, ameaçando o estilo de vida original e único do grupo. Bem dirigido com uma bela música bons grandes planos não deixem de ver. A devoção pelas motos e uma certa marginalidade muito bem descrita.
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“As tuas lágrimas não serão suficientes” no Teatro dos Aloés
Gosto de ver coisas diferentes, por isso foi fácil entrar no universo da nova aventura do Teatro dos Aloés. A sala estava composta, apesar da seleção portuguesa ter jogado nessa tarde. “As tuas lágrimas não serão suficientes” é um manifesto, uma chamada de atenção. É o primeiro espetáculo que vejo a defender a sustentabilidade do planeta. A importância da água nas nossas vidas. É um espetáculo sem uma narrativa, não há uma história. É um panfleto ambientalista. Um alerta. A água pode acabar se não cuidarmos dela. Por vezes senti que estava num comício! Fiquei inquieto e a pensar como uso a água. É um texto de Petronille de Saint-Rapt, de quem nunca tinha ouvido falar. “As tuas lágrimas não serão suficientes” tem muito ritmo, há dança e musica pelo meio. É sem dúvida algo muito diferente da linha habitual da companhia de Teatro dos Aloés, que recomendo por essas…
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Assassino Profissional
O filme é uma agradável surpresa. Tem um sentido de humor requintado e os actores estão muito bem dirigidos. Este filme foi um sucesso nos festivais de Toronto e Veneza. Inspirado em factos verídicos, “Assassino Profissional” acompanha a vida de um professor de filosofia que é também um misterioso assassino a soldo a trabalhar como infiltrado para a polícia. Quando decide quebrar o protocolo para proteger uma mulher que tenta fugir de um relacionamento abusivo, começa a comportar-se como um verdadeiro criminoso. A realização competente está a cargo de Richard Linklater e os actores principais são o Glen Powell e a bonitona Adria Arjona. Aconselho
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“Os Interessantes” de Meg Wolitzer
Nunca tinha ouvido falar nesta autora e por impulso decidi comprar “Os Interessantes“. O livro é gigante e eu sabia que teria de criar uma relação interior com a história para poder ler esta obra. É mesmo isso, carga interior, os personagens são dotados de sentimento. Senti a dimensão emocional de cada um com o avançar da história. Podemos não aprovar, sentirmo-nos mais próximos de um comportamento ou sentir rejeição pelos personagens. Mas que há carga interior, há! Tudo começa na adolescência um grupo de miúdos vai passar o Verão num campo de férias. Logo ali conseguimos entender as diversas classes sociais. A história deste miúdos vai-se cruzando ao longo da vida. É uma obra obrigatória! Ri, chorei e fiquei muito ligado à história. Para ler e desfrutar!
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Pequenas Cartas Malvadas
A terceira longa-metragem de Thea Sharrock tem o título de “pequenas cartas malvadas” O texto é baseado em factos verídicos – um escândalo que assolou a pequena cidade de Littlehampton no condado de Sussex. A ação decorre em 1920, quando a Europa ainda recuperava da Primeira Grande Guerra e a pandemia de Gripe Espanhola, noções de morte e luto ainda muito presentes no quotidiano da gente. Em Inglaterra, o movimento sufragista ganhava terreno, levando a novas oportunidades para as mulheres. Destaco o papel da grande actriz Gemma Jones, Vê-se com algum interesse mas não é de ficar de boca aberta.
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Filipa Vieira no Teatro Maria Matos
Filipa Vieira mostrou a Lisboa o seu mais recente e bom álbum, ” Sabe Deus“, produzido por Tiago Pais Dias. E em palco mostrou o que se sabia e esperava: parte do fado, mas a sua música não se fica por convenções, cruza outras sonoridades, com letras que recorrentemente aborda temas como o do assédio sexual. Filipa Vieira mostrou ser uma bela intérprete, forte, confiante e segura em palco, com um “look” arrojado e a léguas dos cânones tradicionais, servida por uma banda de nível: Pedro Dias (guitarra portuguesa), Flávio César Cardoso (viola), Zé Ganchinho (baixo), Manuel Oliveira (piano) e Nuno José (bateria) – com Jonas como (único) convidado do espetáculo. No fim, saí naturalmente agradado, mas voltaram-me, de forma ainda mais vincada, as interrogações do porquê desta artista não ser mais conhecida e reconhecida e de canções como “Vai Dar Banho Ao Cão” e “Cortar Os Impulsos” não andarem…
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“Barry” na nova Max
Há muitos meses que não ligava a plataforma do HBO. No outro dia decidi ligar por causa da mudança de nome. Agora já não se chama HBO, é a Max. Acabei por perder algum tempo para saber das novidades e descobri uma série chamada “Barry“. Um assassino profissional a meio de um trabalho que decide mudar de rumo. Quer deixar a profissão de assassino para ser ator. O grande motivo desta mudança é uma paixão que o nosso “herói” acaba por sentir por uma aluna de teatro. São explorados os estereótipos do mundo da representação. Os encenadores, os futuros atores e o “método Stanislavski” (o ator não tem de parecer, tem de ser) Fiquei encantado e totalmente rendido! “Barry” tem um ritmo muito próprio e interpretações brilhantes. É uma comédia negra, feita de uma forma inteligente. Impossível de ver um episódio só. Vale mesmo a pena ver. Recomendo!