Coisas Boas em Alta
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    Soalheiro Cota 27

    Se a minha nutricionista descobrir que estou a “pecar”, vai desistir de mim. Tinha ficado acordado que o meu comportamento seria: zero açúcar e zero álcool. Mas em família, com a praia a um minuto, é difícil resistir a um copo de vinho fresco depois de um bom mergulho no mar. Este fim de semana, enquanto víamos o Benfica, decidi acompanhar a estreia de Mourinho com um Cota 27 da Soalheiro. Um vinho elegante, cuja sofisticação começa logo pelo aspeto da garrafa: bonita, com um rótulo sóbrio, branco com linhas azuis. No paladar, revela notas florais e de fruta cítrica. Leve, apresenta no nariz um toque de fruta vermelha madura. É, sem dúvida, um vinho pensado para ser apreciado fresco nos dias de verão, um verdadeiro “cota” ligado à festa. Produzido na região de Melgaço, conhecida pelos seus vinhos verdes, este Cota 27 tem 12% de teor alcoólico e chega…

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    Quinta de Ventozelo Malvasia Fina

    A noite de sexta-feira estava especialmente quente. Há já um mês que não bebo álcool, pois estou em dieta até voltar a atingir o peso ideal. Convidei o meu primo para partilhar um balchão, um prato tradicional da minha família, que na noite de Consoada substitui o habitual bacalhau. Na minha família, o Natal não tem bacalhau, mas sim este prato goês cheio de história e sabor. Raramente comemos balchão fora da época natalícia, muito menos no verão, já que se trata de uma refeição intensamente condimentada e picante. Mas, confesso, andava há vários dias a sonhar com este prato… e acredito que não devemos contrariar os sonhos. Para o acompanhar, decidi abrir um Quinta de Ventozelo Malvasia Fina, servido bem fresco, a 6 °C. Foi, sem dúvida, uma excelente escolha. Ao sentir o aroma deste vinho, os sentidos viajaram para notas minerais, mas sempre equilibradas por um toque frutado.…

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    Allo Alvarinho – Loureiro 2024

    Final de tarde de sábado. O calor apertava, a praia esteve ótima, e o mar da nossa costa estava a uns agradáveis 20 graus. Chegar a casa ainda com o corpo quente do sol e abrir um Allo Alvarinho Loureiro 2024 é, sem dúvida, um prazer. Trata-se de um vinho leve, produzido na zona de Melgaço. Um Alvarinho moderno, fresco e elegante, que se revela logo nas notas de fruta: citrinos, limão e maçã são as referências mais evidentes. É muito equilibrado, com uma leveza tal que quase parece estarmos a beber sumo, um sumo refinado, claro, de um vinho magnífico. Um verde tropical, com 11,5% de teor alcoólico, que chega ao mercado por apenas 7€. Um preço excelente para a experiência que proporciona. Perfeito para se consumir bem gelado, num dia quente de verão.

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    Nature Pur Terroir 2024

    Estive várias semanas de baixa. Quando regressei ao trabalho, tinha à minha espera uma caixa com seis garrafas de Soalheiro. Fiquei imediatamente entusiasmado, porque adoro provar coisas novas, e prometo ir escrevendo sempre que abrir uma destas garrafas. À primeira vista, impressionam pela elegância. Basta olhar para as garrafas para sentir a frescura que quase salta aos olhos. Este vinho nasce da tradição dos verdes, produzidos na região de Melgaço. São geralmente vinhos muito suaves, com aromas de fruta verde, maçã, sem dúvida. Nessa noite quente, acompanhámos o jantar com almôndegas em molho delicioso. Assim que aproximei o copo, a fruta dominava o aroma. De cor dourado, um vinho biológico, sem qualquer aditivo, marcado pela sua pureza. É daqueles vinhos que se podem saborear apenas numa boa conversa, sem necessidade de comida a acompanhar, tal é a suavidade. Com 11,5% de álcool e um preço de cerca de 17€, trata-se…

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    Conventual Reserva um belo vinho alentejano

    O meu afilhado formou-se recentemente como mestre de culinária, tendo concluído a sua formação numa das mais prestigiadas escolas austríacas. Sempre que se propõe a cozinhar para a família, sabemos que podemos esperar algo de excecional. E foi exatamente isso que aconteceu no passado sábado: um jantar preparado por um verdadeiro chef. Para acompanhar a refeição, decidimos abrir um alentejano, o “Conventual Reserva 2021”.Um vinho com notas de madeira e fruta vermelha, em particular amora. Na boca revela suavidade; quando se poderia esperar uma explosão de potência, surpreende pela leveza e elegância. Uma agradável surpresa. Com 13,5% de álcool, nota-se sobretudo no aroma.Chega ao mercado a cerca de 12€, e o rótulo transporta-nos para a imagem da madeira, não fosse ele um vinho do Alentejo.

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    Conde Vimioso Sommelier Edition

    Estes dias de férias em família têm-me dado a oportunidade de provar vinhos diferentes. Já conhecia o Conde Vimioso, mas nunca tinha experimentado a edição Sommelier Edition, que se revelou um vinho de qualidade superior. Apresenta uma cor grená pouco intensa, com notas de fruta vermelha, ameixa e, muito provavelmente, cereja. Produzido na região de Lisboa, este vinho demonstra que há ainda muito trabalho a fazer na promoção desta zona vitivinícola, porque matéria-prima não falta. Se fosse um vinho de qualidade equivalente, mas oriundo do Alentejo ou do Douro, o preço seria certamente mais elevado. Estagiou durante 12 meses em barricas de segundo e terceiro ano de carvalho francês, o que resulta numa presença de madeira muito suave. Acompanhámos este vinho com uma massa bem condimentada, e foi, de facto, um casamento feliz. Tem um teor alcoólico de 13,5% e chega ao mercado por cerca de 9€ por garrafa. Sinto…

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    Mamoré de Borba Reserva Tinto Vinhas Velhas 2018

    Vai parecer exagero dizer que este foi o melhor vinho que bebi este ano… mas não é. Foi numa sexta-feira à noite, em família. Nessa manhã, tínhamos ido às compras e, no carrinho, vinha este Mamoré de Borba Reserva Tinto Vinhas Velhas 2018. Nunca tínhamos ouvido falar deste vinho, e nem sequer ficámos impressionados com o facto de ser um “vinhas velhas”, expressão que tantas vezes aparece no rótulo apenas para justificar um preço mais elevado por motivos de marketing. Mas este vinho é, de facto, diferente. Com castas Trincadeira e Alicante Bouschet, este Mamoré de Borba revela-se algo de extraordinário. Estagiou durante 15 meses em barricas de carvalho, o que lhe confere um carácter amadeirado muito elegante, bem casado com a fruta madura. É um vinho macio, com presença e intensidade, mas que surpreende pela sua delicadeza na boca. Uma verdadeira surpresa, muito fácil de beber. Tem 14% de…

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    Espumante Quinta do Gradil Brute Nature Reserva

    Quando a minha prima fala de espumante, os olhos dela até brilham. Não há nada como começar o pequeno-almoço de fim de semana com uma taça de espumante. O entusiasmo é tanto que, em jeito de brincadeira, mandei vir uma caixa do clube de vinhos Enoteca. Sem saber bem o que escolher, confesso que foi quase de olhos fechados, optei pelo Espumante Quinta do Gradil Brut Nature Reserva. É um espumante de tom dourado, muito fresco e, acima de tudo, extremamente suave. Uma verdadeira descoberta! Produzido na região de Lisboa, é um vinho que resulta lindamente como aperitivo, perfeito para acompanhar uma boa conversa antes da refeição. Tem o melhor dos dois mundos: é frutado e mineral ao mesmo tempo. Talvez tenha notado notas de amora e cereja. Com 12% de teor alcoólico, é um espumante verdadeiramente macio. Não me parece que ganhe muito com o tempo em cave, é…

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    Grati Chianti Riserva

    Este vinho veio de Génova, um presente que chegou e ficou guardado para uma ocasião especial. Mas afinal, qualquer ocasião pode ser especial, podemos celebrar a vida ou simplesmente o sol que brilha nos nossos dias. Para o jantar preparei carne com legumes, temperada com molho teriyaki (confesso que tenho abusado deste molho ultimamente). O resultado final foi um prato com um toque doce. Para acompanhar, decidimos abrir o Grati Chianti Riserva. É um vinho produzido na Toscana, da casa Grati, admito que nunca tinha ouvido falar nela antes. Apresenta notas de madeira e fruta vermelha; a meio da prova surgiu-me aquele sabor a passas que se comem à meia-noite na passagem de ano. Tem um final prolongado, seco e com taninos marcados. Com um teor alcoólico de 13%, revela uma leveza que faz com que o álcool quase não se note. Provámos a colheita de 2019 e, sinceramente, não…