Coisas Boas em Alta
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    Barão Hospital

    Que tarde linda no primeiro dia da hora de inverno.Lisboa estava em efervescência por causa da Meia Maratona, e eu com saudades de comer uns camarões cozidos com a janela aberta. Para acompanhar esse desejo, abri uma garrafa de Barão do Hospital, um vinho branco da região dos Vinhos Verdes, super agradável.Servido bem fresco, a cerca de 5 graus, revelou-se leve, com aromas a melão e pera, uma acidez suave e um perfil mineral que equilibra bem a fruta presente. Acima de tudo, é um vinho muito fresco.Com 12,5% de álcool, mostra-se elegante e macio, ideal para acompanhar marisco, foi exatamente o que fiz. Chega ao mercado por cerca de 24€, um preço mais que justo para a qualidade que oferece.Adorei e tenciono repetir.

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    Vale da Raposa reserva 2021

    O que beber quando está programada uma cachupa para o jantar? Tem de ser um vinho intenso, capaz de acompanhar e harmonizar com os sabores ricos deste prato tradicional. Optei por abrir um Vale da Raposa Reserva 2021, um tinto do Douro da Alves de Sousa, incluído no portefólio do Clube da Enoteca, do qual sou sócio. É um vinho de cor rubi profunda, com aroma complexo a fruta madura, notas marcadas de madeira e um final envolvente com toque de chocolate. Muito elegante, é daqueles vinhos que nos fazem parar para apreciar o aroma durante longos minutos. Sinto que tem grande potencial de evolução com guarda. Deve ser servido entre 16°C e 18°C e chega ao mercado por cerca de 12€. Gostei muito — e sem dúvida, vou repetir!

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    Àgua Monfortinho

    Imaginem que um grande produtor de vinhos, as Altas Quintas, decide começar a produzir… água! Estava em casa quando recebi uma chamada da empresa onde trabalho: tinham chegado duas caixas de vinho e pediram-me para ir buscá-las, pois não podiam ficar ali o fim de semana inteiro. Entrei no carro e fui a correr! Ao chegar, percebi que afinal não eram caixas de vinho, mas sim de uma nova água que acaba de chegar ao mercado, a Água Monfortinho. Mal abri a primeira caixa, fiquei surpreendido com a elegância da embalagem. Um design com bom gosto e requinte, quase como uma peça de arte contemporânea. Esta água nasce na Serra de Penha Garcia, a mesma que abastece as Termas de Monfortinho. Possui uma concentração excecionalmente elevada de sílica, que segundo a minha nutricionista, é excelente para a saúde. Com um pH de 5,8, oferece uma suavidade notável ao paladar. Pelo…

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    Soalheiro primeiras vinhas

    Fiquei mesmo fã do Soalheiro. Há alguns meses, por gentileza, enviaram-me uma caixa com 6 garrafas. Fui bebendo e desfrutando cada uma delas com tempo e prazer. Hoje quero destacar o Soalheiro Primeiras Vinhas. O fim de tarde está quente, cerca de 26 graus, apesar de estarmos no outono. Foi, por isso, o vinho ideal para abrir o jantar. Gosto de cozinhar ou simplesmente apreciar a cozinha com um copo de vinho fresco na mão. E foi exatamente isso que aconteceu. Enquanto preparávamos o jantar, fomos degustando este Soalheiro Primeiras Vinhas. É um vinho muito frutado, com notas cítricas de limão, maçã e pêssego. Leve, de cor citrina, e muito bem elaborado. Um Alvarinho de requinte, jovem, elegante e com grande potencial de evolução. Simples, fácil de beber e muito agradável. Chega ao mercado por cerca de 17€. Um vinho perfeito para um final de tarde quente. A repetir, sem…

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    Bilberry wine da Geórgia

    O meu amigo João não bebe álcool, simplesmente não gosta. Acho mesmo que nunca passou pelo mal-estar de uma ressaca. Sendo um viajante experiente, sempre que visita destinos mais inusitados, tem a gentileza de brindar um dos meus grandes prazeres: descobrir e provar bons vinhos. Na sua mais recente viagem à Geórgia, trouxe-me um vinho curioso: Bilberry Wine. Um vinho muito frutado, doce, mas com um final ácido. O sabor a mirtilos é claro e intenso, com uma cor vermelha escura que impressiona. É uma excelente opção para acompanhar sobremesas. Nunca tinha provado nada assim, e a boa surpresa é que tem baixo teor alcoólico, apenas 7 graus. Quase parece um sumo, uma maravilha para quem quer saborear sem “ficar com os copos”. Partilhei este vinho em família e todos ficaram surpreendidos, habituados como estão ao perfil intenso dos vinhos portugueses. É bom descobrir que há produtores que usam técnicas…

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    A minha Intensa a cerveja Portuguesa do Mercadona

    Há meses que o meu amigo António me fala desta cerveja do Mercadona. Como estou de dieta, e a minha nutricionista não quer que toque em qualquer tipo de álcool, tenho tentado resistir à tentação de a provar. Mas, neste sábado, num jantar com os amigos do padel, não fui forte o suficiente para lhe dizer que não.E ainda bem que não fui. A minha Intensa foi servida deliciosamente fresca.Com uma cor turva e um paladar marcante, apresenta 5,2% de teor alcoólico.O mais curioso? A garrafa é de plástico! Produzida em Santarém, chega ao mercado por cerca de 1 € o litro, um preço surpreendente pela qualidade.Tem uma espuma cremosa, fica bonita no copo e é muito fácil de beber. Confesso: virei o primeiro copo num abrir e fechar de olhos, é assim que gosto de o fazer.E estava belíssima. No aroma, nada de especial a destacar, mas no paladar…

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    Soalheiro reserva 2023

    Os dias quentes de verão estão a chegar ao fim. Há coisas que me dão muito mais prazer fazer no verão do que no tempo frio. E beber um vinho verde é, sem dúvida, uma delas, sabe ainda melhor com temperaturas altas. No último fim de semana de verão decidi terminar em grande e abri um Soalheiro Reserva 2023. Um vinho produzido na região de Melgaço, verde por excelência, com notas frutadas, senti maçã, pêssego e limão. No final, revela um subtil toque de madeira que lhe confere muita personalidade. A cor é intensa, de um amarelo límpido, e no nariz sobressaem aromas cítricos. “Leveza” é talvez a melhor palavra para o descrever. Chega ao mercado por cerca de 25€. Um vinho versátil, que funciona como aperitivo, para acompanhar uma boa conversa ou até um queijo pouco intenso. Gostei imenso.

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    Cabeça de Toiro Reserva

    Os dias de verão chegaram ao fim, mas, mesmo com o tempo ainda relativamente quente, há vinhos tintos que se revelam perfeitos para esta altura do ano. Foi com esse espírito que abri um Cabeça de Toiro Reserva 2020. Apresenta uma cor grená intensa e lágrimas que descem lentamente pelo copo, sinal do seu elevado teor alcoólico, 15%. No entanto, apesar da graduação, não se sente excessivamente pesado. Talvez porque o prato que o acompanhou, bastante intenso e picante, tenha ofuscado parte da prova. No nariz revela aromas a fruta madura; na boca destaca-se um final prolongado, ligeiramente adocicado. Estagiou durante 9 meses em barricas novas de carvalho francês, sem que a madeira se sobreponha ao conjunto. Os vinhos do Tejo começam, pouco a pouco, a ganhar o destaque que merecem. O que ainda falta é uma aposta mais forte em marketing e promoção, pois qualidade a região tem de…

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    Lima Mayer

    Para acompanhar um bife bem condimentado, com arroz, batata gratinada e salada, escolhi abrir um Lima Mayer 2017 (cerca de 14€). Trata-se de um tinto alentejano que se distingue pela delicadeza. Apresenta uma cor rubi intensa e, no nariz, sobressaem notas de fruta negra madura, amora e apontamentos subtis de tabaco. Na boca mostra-se equilibrado, com um final longo e elegante. Ao contrário de muitos vinhos da região, não se sente o peso da madeira, o que lhe confere frescura e leveza. Apesar dos 14,5% de álcool, é surpreendentemente fácil de beber, revelando-se um vinho harmonioso, feito com talento e sobriedade. Um Alentejano que merece destaque pela sua elegância acima da força.