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Artesanais
Começaram aparecer no bairro de Marvila. A razão mais plausíveis é o preço do arrendamento, ainda não é estupidamente caro! Certo é que as cervejas artesanais decidiram estabelecer-se em Marvila! A primeira foi a dois corvos, depois a Musa, a Lince e agora a Bolina! Os espaços são parecidos, armazéns recuperados! Não há requinte, há uma cerveja diferente, nada parecida com a cerveja industrial! Engraçado ver a tribo da cerveja, muitos homens, grandes e barrigudos! No tempo do confinamento, admito que ia muitas vezes beber uma cerveja na esplanada, que existia só para mim! As artesanais são de sabor duro, não são de fácil consumo, é preciso gostar e aprender com os que sabem! No fundo estão a tratar a cerveja como se fosse vinho, tentando descortinar os sabores escondidos de cada uma! Eu gosto de dar um giro e beber uma de cada e em cada casa, sem saber qual gosto mais!…
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Depois de uma refeição forte
No Fim de semana, depois de uma refeição maravilhosa, onde comi imenso e bem, foi-me oferecido um digestivo, não conhecia e fiquei fã,, Não é uma coisa agressiva, também não é para todos os dias, mas acreditem, caiu-me muito bem! Há um sabor a madeira que fica. Não fumo, mas os que fumam dizem que ganha uma outra dimensão acompanhar com um charuto!
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Um dos melhores
Fui jantar a um restaurante de bairro, conheço bem o dono, por isso foi ele que decidiu escolher o que seria o meu companheiro de refeição. Apresentou-me um vinho da região da Vidigueira! Foi preciso decantar o vinho. Quando cheirei entendi que era algo de muito poderoso e bom! Vinho produzido numa pequena herdade familiar, cerca de 500 hectares. O vinho é amadeirado, potente, fica na boca. Arrisco em dizer que será o melhor vinho que bebi na vida! A intensidade é tão grande que não deve ser consumido todos os dias, também o preço não o convida! A última garrafa que bebi devo ter pago 35 euros. Mas vale pela experiência! Herdade das barras
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Cartuxa
Não sou, nem tenho aspirações a ser um critico de vinhos, e nem sequer tenho conhecimentos que me permitam aspirar a tal… Feito o intróito, venho aqui falar do vinho que mais aprecio numa faixa de preços razoáveis para uma bebida. Falo-vos do Cartuxa, produzido nos terrenos do Convento com o mesmo nome na região de Évora. Irmão mais “baixo” do famoso Pera Manca, esse sim, o top dos vinhos aí produzidos, mas na minha opinião sob-valorizados (lei da oferta e procura, a quanto obrigas), tenho neste vinho aquele que me dá mais prazer beber a acompanhar um presunto pata-negra ou um queijinho amanteigado, também de origem alentejana. De cor escura, aroma clássico de fruta madura, sabor ligeiro a casca de árvore, tudo num registo onde o calor da região se faz sentir.Mais em elegância que em potência, macio, agradável na prova de boca, com um teor alcoólico de 14% mas sem se notar. É quanto a…