Coisas Boas em Alta
Uncategorized

“O Mandarim” de Eça de Queiroz 

É, de longe, o maior escritor português de todos os tempos, e nunca ganhou o Prémio Nobel.

Num espaço de dois meses já li cinco livros de Eça de Queiroz.

Um homem extremamente atento a toda a movimentação social do século XIX.
Uma Lisboa onde a vida social acontecia nos teatros ou na icónica tabacaria A Havanesa, na Baixa lisboeta.

“O Mandarim é algo de diferente dentro da escrita do autor.

Teodoro, um homem pouco atraente, funcionário público e de vida humilde, é apaixonado pela leitura.

Na Feira da Ladra, onde vai todos os sábados, compra um livro, um livro mágico, do qual surge um ser que lhe fala de um mandarim riquíssimo.

Essa riqueza pode passar para Teodoro se ele tocar uma campainha.
Mas, ao fazê-lo, o mandarim morrerá imediatamente.

Terá Teodoro coragem para matar alguém que não conhece, apenas para viver uma vida faustosa?
E, se o fizer, conseguirá lidar com a própria consciência?

É assim que começa O Mandarim.

Uma obra que se lê numa tarde, é curta, cerca de 120 páginas, dependendo da edição.

Mais uma vez fico encantado com a forma de escrever de Eça.
É uma novela do domínio do fantástico!

Subscreva
Notify of
guest

0 Comentários
Oldest
Newest Most Voted
Inline Feedbacks
View all comments
0
Tem algo a dizer? Comente este artigo!x