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Patrícia Müller a Rainha e a Bastarda

Foi num dia de sorte para mim que conheci a jornalista Patrícia Müller.

Em 2002 decidiu começar a escrever, agora edita um segundo livro, um romance histórico “A Rainha e a Bastarda“.

A energia da Patrícia é maravilhosa, deu-me a sensação que podíamos ser amigos.

Com um sorriso generoso, fomos conversando de mil e uma coisas até que chegámos ao seu grande talento!

Escrever:

 Com foi que teve consciência que a escrita podia ser um caminho? 

Desde que comecei a ler. Foi uma descoberta extraordinária, perceber que aquilo que eu pensava – o que me atormentava, o que me alegrava – outras pessoas também pensavam e, melhor: conseguiam explicar o que eu sentia e não sabia verbalizar. E fazê-lo através de metáforas que são histórias é uma forma belíssima de tirar algum sentido da vida.

Como define o seu estilo de escrita? 

Acho que não tenho. Interessam-me assuntos e reflexões. Não gostaria de fazer uma coisa meramente descritiva, mas gosto bastante de surpresas narrativas. Também acredito que cada livro pede coisas diferentes. Agora estou a tentar brincar com a estrutura temporal. Não sei, logo se verá.

Nesta altura acha que já tem o seu publico? 

Sabe para quem escreve? 

É importante? 

É muito importante escrever para ser lida, porque aquilo que escrevo pode ser útil para alguém. Nem que seja só para entreter ou estimular a imaginação, interessa sempre ser lida. Por quem? Isso já não sei. Espero que para todos aqueles que gostam de ler, de passar a barreira do real de uma forma que ajuda a compreender melhor o mundo. 

“A Rainha e a Bastarda” Que livro é este?  Quem é a rainha bastarda? 

Este livro começou com a Dra. Máxima Vaz, que me falou da história da filha do rei D. Dinis, morta e violada num convento. Foi difícil de escrever porque implicou muita pesquisa. Passei muitas horas na Biblioteca Nacional, a ler livros sobre a Rainha Santa e a época medieval no nosso país. Não tenho por hábito ler romances históricos, mas já é o segundo que escrevo. A ideia também não era fazer um romance histórico muito sentimental. Era retratar uma época que difere muito dos dias de hoje. O rigor histórico é aplicado quando se trata de hábitos e costumes, mas não quando decidi o enredo e a narrativa. Isso é inventado, tal como algumas personagens principais. O cavaleiro Lopo Aires Teles nunca existiu a não ser na minha cabeça. O rei, que se saiba, nunca pediu uma investigação à morte da filha. 

Este livro virou serie, acompanhou as filmagens? 

O que sente? 

Quando começou a escrever já sabia que ia virar serie? 

Não sabia. A ideia veio depois, quando surgiu a oportunidade de entrar no concurso da RTP.

Quando se escreve sobre alguém, no fim fica alguma ligação afetiva com os personagens? 

Claro que sim. Elas são uma parte de nós, porque somos nós que as criamos. Nem que seja uma relação de espelho, em que nos identificamos, fica sempre um laço.

Qual a importância da Rainha bastarda para a nossa história? 

Acho que é falar sobre aquela época de uma forma crua, mas sem ser apenas limitada aos fatores históricos. 

Quem acha que vai ter muito prazer a ler o seu livro?

Espero que todos! Tentei dar o meu melhor esforço 🙂

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