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“Acerto de Contas” de John Grisham

Para quem me conhece, sabe muito bem o fascínio que tenho por este autor.

Talvez por ter estudado Direito, agrada-me imenso a atmosfera que John Grisham consegue criar. Afinal, é considerado o criador de um género literário muito próprio: o thriller jurídico.

Já li muitos dos seus livros, mas arrisco dizer que este é, sem dúvida, um dos melhores.

Acerto de Contas” levanta uma mão-cheia de inquietações. A mais relevante para mim são as questões raciais, retratadas numa América da década de 1940, onde o racismo imperava sobretudo nos estados mais conservadores do sul do país.

A história decorre em 1946, na cidade fictícia de Clanton, no Mississippi. Pete Banning é um herói da Segunda Guerra Mundial, um fazendeiro próspero e um dos pilares da comunidade local.

Numa manhã aparentemente normal, entra calmamente na igreja metodista da cidade e mata o reverendo Dexter Bell com três tiros.

O que terá levado este homem, respeitado por todos, a cometer um ato tão extremo?

Pete decide nunca revelar o motivo do crime, mantendo o silêncio até ao fim, mesmo sabendo que isso o conduzirá à cadeira elétrica.

O livro faz várias viagens no tempo e leva-nos também aos cenários da guerra no Pacífico, onde Pete consegue escapar de uma prisão japonesa e juntar-se aos guerrilheiros americanos nas Filipinas.

Não consegui parar de ler. Só o pousei quando cheguei à última página.

Se já era fã de John Grisham, depois de ler “Acerto de Contas” fiquei ainda mais.

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