Coisas Boas em Alta
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    Invisível de Paul Auster

    Paul Auster tem tanto de genial como de perverso. Peguei neste livro por ser fã do autor, sem saber bem o que me esperava.A sua técnica narrativa é poderosa, prende o leitor do início ao fim. Desta vez, a surpresa foi a relação incestuosa entre dois irmãos.Não estava preparado para as descrições explícitas das cenas de sexo. A história decorre entre Nova Iorque, Paris e uma ilha nas Caraíbas.Explora as angústias dos escritores, as suas frustrações e inquietações.As fronteiras entre realidade e ficção tornam-se cada vez mais difusas. Três narradores cruzam-se para contar uma história que começa nos anos 60:um jovem universitário é abordado por um casal mais velho, que lhe propõe criar uma revista literária. Mais do que isso, não devo revelar.Não é, talvez, a obra mais importante de Paul Auster, mas vale a pena ser lida.

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    Os Espíritos de Inisherin

    Nomeado para nove Óscares, “Os Espíritos de Inisherin“, de Martin McDonagh, junta o drama e a comédia negra na Irlanda dos anos 20. Passado em 1923 é um filme perfeito para quem gosta de cinema. História simples mas dura tem todas as condições de ser premiado. Uma produção onde Colin Farell e Brandam Gleeson fazem um trabalho excepcional bem dirigidos e cheios de talento. Grandes planos da Irlanda rural, o filme vai andando sem pressa. A não perder.

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    O Filho

    O elenco deste filme é de luxo: Hugh Jackman, Laura Dern, Vanessa Kirby, Zen McGrath, Hugh Quarshie, Anthony Hopkins. Não podíamos pedir mais. O Filho é o segundo capítulo de uma saga, de Florian Zeller sobre o tema da saúde mental, e o seu segundo filme como argumentista e realizador.  O filme anterior de Zeller, “O Pai” estreado em 2020, nomeado para seis Prémios da Academia e unanimemente aclamado pela crítica internacional fou um sucesso.  Este filme de Zeller é baseada na sua própria peça de teatro, estreada em Paris em 2018 como “Le Fils” e em Londres. Achei um “drama burguês” que conta a história do filho revoltado de pais separados. Gostei muito e aconselho. Bons actores e bom enredo.

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    “Um Cão no Meio do Caminho” de Isabela Figueiredo

    Há muito tempo que não me sentia tão surpreendido com a forma de escrita de uma autora. Isabela Figueiredo escreve com uma carga emocional gigante. Quando acabei este “Um Cão no Meio do Caminho” tive de sair de casa para apanhar ar, não porque acabe mal, mas por causa da intensidade da sua escrita. Este livro é sobre a solidão. Uma solidão causada pelas contingências da vida. Dois vizinhos acabam por se ajudar e tornar a solidão menos penosa. Ao mesmo tempo vamos acompanhado um Portugal em ebulição após a revolução de Abril. Isabela tem uma escrita fácil, capítulos pequenos, parágrafos curtos e uma emoção na ponta da caneta. É uma escritora obrigatória. Sinto que terá tido uma existência muito sofrida e isso é revelado na sua escrita. Li dois livros desta autora em janeiro o que prova quanto gostei. Obrigado, Isabela.

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    Nickelback – Get Rollin

    Os Nickelback estão de volta com um disco novo. Fiquei muito desapontado quando no festival da Ilha do Ermal a banda canadiana foi corrida do palco à pedrada. Estes membros do público mostraram uma falta de respeito por quem pagou bilhete para ver os ver. Este novo disco mostra um naipe de canções. Um formato que os Nickelback dominam como ninguém. Uma intro rápida, refrão orelhudo e canções poderosas. É um verdadeiro prazer passear o meu cão embalado com estas novas canções. Dou por mim aos pulinhos enquanto desfruto deste disco. O rock é a sua génese, mas sinto muito a música tradicional americana, cheia de influências que passam pelo folk, alternativo, grunge, mas sem dúvida que a maior marca é o hard rock. Get Rollin, demostra que o rock está vivo e de saúde. Para ouvirem com o volume bem alto a passear o vosso cão.

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    Há fado no Cais!

    A noite estava fria e o vento forte não me demoveu de ir até ao CCB ouvir uma voz do fado. Confesso que não conhecia a fadista Ana Margarida nascida em Oliveira de Azeméis. O palco simples e de bom gosto. Estavam criadas as condições perfeitas para ouvir o fado. Um silêncio profundo e Ana Margarida confessou logo ao início que estava nervosa mas ao terceiro fado distendeu-se e foi uma noite formidável. Talentosa, com uma bela voz agarrou o público. Apresentou o seu percurso de fadista, com os fados mais marcantes da sua vida. Também reservou um espaço para cantar acompanhada por piano e um saxofonista que mereceu aplausos prolongados. Talento, simpatia não lhe faltam Vamos lá Ana Margarida!

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    “A Violoncelista” de Daniel Silva

    Daniel Silva tem um formato ganhador. Tudo o que escreve é igual, encontrou um caminho e toda a obra vive do mesmo. Há os maus, que podem ser Muçulmanos ou Russos. Há os bons, são sempre os Israelitas e Americanos. Nada contra a linha inventada, mas efetivamente basta ler um livro para entender como escreve. Há ação, há romance, os diálogos são a força da narrativa. Admito que me aborreci por não existir surpresa no desenrolar dos acontecimentos. Em “A Violoncelista” a trama desenvolve-se na lavagem de dinheiro vindo dos oligarcas russos, Há uma violoncelista que mete a sua vida em risco para desenrolar este complicado esquema de transferências de dinheiro. Este romance acontece em plena pandemia, foi o primeiro livro que leio onde se sente o peso do confinamento, o uso da máscara, o distanciamento social. Elementos que fizeram parte da nossa vida, mas quase esquecemos. Para ler e…

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    Vasos Canopicos

    Nunca tinha ouvido falar nestes vasos canopicos. Fui a Gulbenkian de propósito para observar a peça que visita a Gulbenkian, denominada “A visitante” e la encontrei este vaso que veio do museu de Copenhague. Estive um bom bocado a observar esta pequena peça tao valiosa e bonita. Vem de longe, 300 anos antes de Cristo. Os vasos canópicos eram usados no Antigo Egito para conservar os órgãos internos do defunto, removidos durante o processo de embalsamamento.  O conjunto completo era composto por quatro vasos, cada um dos quais dedicado a um deus protetor e um órgão específico. O vaso canópico de Iunefer, exposto no âmbito da Obra Visitante, era utilizado para guardar o estômago de um homem chamado Iunefer. Muito bonita e vale a pena ir a exposição na Gulbenkian. Ficamos mais ricos.

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    Fabelmans

    O filme premiado , Os Fabelmans, é dirigido por Steven Spielberg e escrito e produzido por Tony Kushner e Spielberg.  É uma história autobiográfica baseada na infância e adolescência de Spielberg e nos primeiros anos como cineasta, contada por meio de uma história original do fictício Sammy Fabelman, um jovem aspirante a cineasta  O filme é dedicado às memórias dos pais da vida real de Spielberg, Leah Adler e Arnold Spielberg, que já faleceram. Steven Spielberg é um dos maiores diretores de toda a história dos cinemas. Ao longo da sua carreira, já fez belos filmes: O Tubarão, E.T., Jurassic Park e a obra prima A Lista de Schindler. O filme é longo mas não cansa e estamos ali presos ao ecrã a ver as aventuras da família Fabelman onde nem tudo é cor de rosa. Vão ao cinema!