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Assassinos da Lua das Flores
Para se ir ver este filme temos de estar preparados pois é enorme e não tem intervalo. A história real passa-se nos anos de 1920, nas terras ricas em petróleo da Nação Osage, no estado norte-americano do Oklahoma. Uma sucessão de assassinatos brutais, que ficou conhecida como o Reino do Terror, desencadeia uma investigação em grande escala por parte do FBI. O filme mistura Crime e Drama muito bem feito com realização de Adam Somner, Dominic Pacitti, G. A. Aguilar, Jeremy Marks e Martin Scorsese O argumento é do conceituado Martin Scorsese e tem cenas fortes e com muito sangue. O elenco foi escolhido a dedo: Jesse Plemons, John Lithgow, Leonardo Dicaprio, Lily Gladstone, Robert De Niro e Tantoo Cardinal. Destaco as interpretações de Roberto de Niro e do Leonardo de Dicaprio. A sala cheia mas achei-o demasiado longo.
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Beckham
Não ligava a plataforma Netflix há muito tempo. No outro dia sentei-me na sala e quando dei por mim estava ligado. Continuo achar que há muita oferta, mas muita coisa de gosto duvidoso. Tropecei em Beckham, a série sobre a vida do jogador. Gosto de documentários, por isso foi de bom grado que comecei a ver. Nunca achei David Beckham um fora de série, um bom jogador sem dúvida, mas não um “galáctico”. Fiquei a conhecer a vida de uma família de classe média baixa, que aposta tudo no filho bonito. Um pai que assume desde o inicio o papel de treinador e motivador. Ascensão e queda (explosão contra a argentina no mundial) de um produto de marketing. Engraçado sentir que o casamento de Beckham com a Vitoria Adams teve o peso de um casamento real. É possível criar uma marca, porque é isso mesmo que este casal é. As…
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O Assassino
O filme foi um bela surpresa: tenso e cadenciado gira à volta da vingança. O protagonista o ator Michael Fassbender faz um papelão. Não fazer erros e não confiar em ninguém é o seu lema para se fartar de matar a sangue frio uma série de gente. O Assassino é o realizador David Fincher a mostrar-nos o controlo absoluto da arte da fazer bem cinema e o resultado é um thriller que, apesar de não ter pretensões de obra prima, oferece momentos de bom cinema. O elenco tem ainda Tilda Swindon, Charles Parnell em pequenos papéis. A música muito bem escolhida enche-nos os ouvidos. O filme é dividido em 6 capítulos bem estrutura dos. Bom cinema e venham mais filmes deste realizador.
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“Antes de Dizer Adeus” de Robert Bryndza
Há mais de um ano que não lia em papel, mas recebi o novo livro de Robert Bryndza e decidi ler. Quando se tem o hábito de ler no digital, voltar ao papel é muito complicado. O peso do livro, a obrigatoriedade de ter luz, e o facto de não poder aumentar o tamanho da letra, são tudo coisas negativas para mim. Já tinha lido um romance de Robert Bryndza e admito que não tinha ficado grande fã. Mas as opiniões são tão positivas e o autor vende tanto, que senti a necessidade de lhe dar uma segunda chance. Ainda bem que o fiz, porque este “Antes de Dizer Adeus” nada tem a ver com a imagem deixada nas obras anteriores. Robert Bryndza tem a técnica que torna a leitura eficaz. Capítulos pequenos, frases curtas e muitos diálogos. Impossível ler só um capitulo, a narrativa é feita em tal velocidade…
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Marco Rodrigues ao vivo no CCB
Já tinha escutado Marco Rodrigues ao vivo mas ao ar livre com ruído e público irrequieto. Agora no CCB com casa praticamente cheia com um público especial: vem ouvir bom fado. Entendidos na matéria, Marco Rodrigues apresentou ao vivo Judite, o seu mas recente disco, integrado na digressão Saudade em Teu Lugar. Em homenagem à mãe do fadista, Judite que faleceu há pouco tempo, o cd foi inteiramente criado e produzido após o seu falecimento, sendo, por isso, o álbum mais emotivo de Marco Rodrigues. O álbum combina o fado tradicional com grandes canções escritas por alguns dos mais conceituados compositores. A voz quente e sonante do fadista deixou o público agarrado a cadeira com vontade de ficar por lá mais tempo. Os músicos cheios de talento encheram a sala e o cenário bem pensado, assim como as luzes foi tudo perfeito. La encontrei fado como se toca nas casas de fado, fado com bateria,…
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Schweik na Segunda Guerra Mundial
No teatro municipal Joaquim Benite em Almada, está em cena o texto escrito por Bertold Brecht em 1943, inspirada na obra prima satírica do escritor checo Jaroslav Hazel, o bom soldado Schweit, cuja personagem nos transmite um otimismo misturado com uma certa ingenuidade. Ivo Alexandre tem um interpretação admirável que cativa . Boa dicção e colocação de voz e enche o palco com o seu talento. A peça é encenada pelo conhecido Nuno Carinhas segue e bem as pisadas do teatro brechtiano toda ela acompanhada por música. Belas canções que enriqueceram o texto. A voz da actriz Teresa Gafeira, nas canções algumas vezes não consegui entender as palavras e pareceu-me cansada. Deu-me muito gosto ir ao Teatro de Almada: a sala bonita e confortável e la estive sentada a acompanhar durante 2 horas um belo espetáculo. Parabéns Almada.
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1984 Audiolivro
Comprei primeiro o “Triunfo dos Porcos“, que adorei, apesar do ataque feroz ao comunismo. George Orwell encantou-me e decidi comprar o “1984″. Muito mais denso, muito mais difícil de ler. A minha capacidade de concentração não dava para entender. Voltei várias vezes ao inicio, mas sem grandes resultados. Como não sou de desistir e “1984” é um clássico, decidi comprar o audiolivro. Será que assim vou conseguir? A rotina para ouvir este livro de 10 horas foi maravilhosa: deitava-me de auscultadores (para não incomodar a vizinhança) e ficava no escuro a ouvir. O audiolivro é interpretado pelo Diogo Soares e pela Joana Rocha. Nunca tinha ouvido falar destes dois atores, mas consegui levar a minha missão a bom porto. Uma boa leitura, bem interpretada, mudando de registo sempre que passávamos para os diálogos. Não quero fazer juízos de valor em relação à obra que me custou imenso ler, mas que…
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“A criada” de Freida McFadden
“A criada” de Freida McFadden foi me recomendada por um colega de trabalho. Vinha empolgado com a obra, dizendo que se lia muito bem, que seria uma boa opção para o fim de semana. E tem toda a razão, é de leitura fácil, agarrou-me de tal forma que li num abrir e fechar de olhos. Agora, não posso considerar literatura, é um bom pedaço de entretenimento. Não tem palavras difíceis, a narrativa acontece a grande velocidade, de forma a prender o leitor. Eficácia total na escrita e por isso um grande sucesso comercial. Vai ganhar o prémio nobel? Não com toda a certeza, mas há espaço para todos, Nina Winchester, procura uma criada que ajude nas coisas da casa e acaba por descobrir uma infeliz que só aceita este trabalho por falta de opção. Há reviravoltas e casos de amor. Um verdadeiro livro de cordel com momentos de policial. Já…
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Um homem inofensivo no Teatro Aberto
Luís António Coelho é o autor que ganhou o prémio de teatro português da Sociedade Portuguesa de Autores de 2022. A peça está em cena no teatro Aberto com encenação de Álvaro Correia. É interpretada por dois óptimos actores: Filipe Vargas e Renato Godinho. O Renato Godinho agarra o público com uma óptima dicção e muito seguro em todos os momentos. A peça é muito intrigante e toda ela anda a roda de um enigma. Tem ambiguidades e muitos segredos e nós espectadores sempre à espera de um desfecho dramático o que aconteceu. A peça pode ter várias leituras, mas a minha não a conto para os que ainda irão ver sejam surpreendidos. A música dos Pink Floyd muito bem escolhida. Não ia com expectativa nenhuma e sai da sala todo contente pois foi tudo uma bela surpresa. A encenação bem pensada, o decor interessante e os espaços bem aproveitados.…