O Clube dos Poetas Morto
No Dia da Mãe, decidi acompanhar a minha mãe ao teatro.
Almoçámos em família e o programa prosseguiu no Teatro da Trindade. Ainda à mesa já se falava da dimensão política e humana do texto que íamos ver, o que aumentou a minha curiosidade.
Estava, por isso, particularmente entusiasmado para assistir a O Clube dos Poetas Mortos, uma adaptação teatral do célebre filme dos anos 80. Um texto que nos alerta para a finitude da vida e para a urgência de a viver em pleno. Incentiva os jovens a seguirem as suas convicções, mesmo quando inseridos numa sociedade conservadora e conformista.
A história acompanha alunos de um colégio de tradição rígida, cujo ano letivo é abalado pela chegada de um professor muito diferente, alguém que valoriza a individualidade, o pensamento crítico e a liberdade interior.
Adorei a hora e meia que passei no Teatro da Trindade. Um elenco maioritariamente jovem cruza‑se de forma muito feliz com a experiência de Virgílio Castelo e Diogo Infante. O espetáculo tem ritmo, assenta num registo de naturalismo, uma escola que me agrada particularmente, e prende do início ao fim.
O texto é belo, inspirador e deixa‑me esperançoso em relação às novas gerações.
O Clube dos Poetas Mortos está em cena até 31 de maio.
Os nossos bilhetes eram de visibilidade reduzida, os únicos disponíveis naquele domingo, e, apesar de não conseguir ver o palco na totalidade, adorei o que vi e senti.
Parabéns a todos os envolvidos.


