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Reality (2023)

Ontem, depois do jantar, liguei a aplicação da MAX à procura de algo fácil de ver.
Acabei por tropeçar em Reality (2023), um filme curto, mas que de simples não tem nada.

Imagine‑se um interrogatório contínuo de uma hora e vinte minutos. É exatamente isso que o filme propõe.

A história retrata o interrogatório realizado pelo FBI a Reality Winner, ex‑tradutora da NSA, responsável pela fuga de documentos confidenciais sobre a interferência russa nas eleições americanas de 2016.

Do ponto de vista emocional, é um filme pesado. Reality vê a sua casa invadida por uma equipa do FBI que mexe em tudo, vasculha cada canto, enquanto a tensão cresce minuto após minuto.

O guião utiliza a transcrição real e integral do interrogatório, gravado em áudio no dia da detenção, o que confere ao filme uma crueza e um realismo perturbadores. Há uma tensão permanente que me deixou verdadeiramente ansioso.

Gostei muito da interpretação de Sydney Sweeney, que dá vida a Reality Winner com contenção, fragilidade e nervo.

É um filme que se vê com atenção, e que nos lembra como é perigoso estarmos ligados a qualquer posição política que nos possa, de repente, deixar em maus lençóis.


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