VivaGym, um low-cost
Onde não se pode fazer a barba
Estive parado durante dois meses por motivos de saúde.
No dia em que o médico me deu alta para retomar uma vida normal, inscrevi-me de imediato num ginásio. Escolhi experimentar o VivaGym.
Com uma nova imagem e uma campanha apelativa nas redes sociais, a escolha recaiu sobre este grupo, anteriormente conhecido como Fitness Hut.
O ginásio é, de facto, bastante acessível: o preço varia entre 32€ e 35€.
Gosto particularmente da possibilidade de utilizar vários ginásios, já que a cadeia tem muitos espaços espalhados pela cidade. Essa flexibilidade é provavelmente o que mais me atrai, permitindo-me conhecer pessoas e ambientes diferentes sempre que vou treinar.
Naturalmente, aqui não existem as mordomias de outros ginásios: não há piscina, banho turco, sauna nem toalhas incluídas. Quem frequenta o clube vai simplesmente treinar, e até aí tudo bem.
Estava entusiasmado por voltar a treinar com força e recuperar a forma física que perdi durante a paragem forçada. No entanto, numa manhã em que fui treinar cedo, tive uma experiência desagradável: quando me preparava para fazer a barba no balneário, fui abordado por um funcionário que me chamou a atenção, dizendo que tal não era permitido no clube.
Fiquei surpreendido. Perguntei até se seria possível lavar os dentes. De facto, havia um aviso que proibia fazer a barba no balneário. Explicaram-me que, por razões de higiene, essa prática não era autorizada.
Na prática, trata-se de um ginásio low-cost e, para manter os balneários limpos, seria necessário haver funcionários a limpar o espaço regularmente, o que, ao que percebi, não acontece. Assim, resolveram o “problema” proibindo simplesmente o ato de fazer a barba no clube.
Esta situação deixou-me a pensar que o VivaGym pode ter problemas de higiene. Saí do ginásio, peguei no telefone e cancelei de imediato a minha adesão.
Problema resolvido.


