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Os clássico do cinema Português em novas versões

Num abrir e fechar de olhos, deparei-me com as novas versões dos grandes clássicos do cinema português.

Leonel Vieira é o responsável por esta empreitada, tendo realizado, de seguida, os filmes que vimos dezenas de vezes e que tantas vezes nos fizeram sorrir.

Pegar no Pátio das Cantigas ou em O Leão da Estrela é um risco enorme. Os originais marcaram uma época e a inevitável comparação com estas novas versões torna-se, por vezes, até cruel.

Tentei ver os filmes de mente e coração abertos, pronto para acolher estas novas interpretações. Mas foi missão impossível — estão a anos-luz dos originais, em praticamente todos os aspetos.

Porquê mexer no passado? A tentativa de o modernizar com abordagens atuais nem sempre faz sentido. As interpretações da nova geração procuram replicar os trejeitos do elenco clássico, mas soam forçadas e sem graça.

Na nova versão, O Leão da Estrela é adepto dos Leões de Alcochete, uma equipa de futebol amador — são estes pequenos detalhes que, apesar de curiosos, contribuem para um afastamento da essência dos filmes originais.

Assisti a estas obras como um mero exercício de entretenimento, mas confesso que raramente esbocei um sorriso.

Gosto de ver o novo cinema português, mas estas “novas” versões têm muito pouco de novo.

Os filmes estão disponíveis na plataforma Max.

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