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Vamos a Alvalade? SIM, CHEF!

É por demais conhecida pelos que me são próximos a ligação afetiva que  mantenho com o bairro de Alvalade.

Esta simpatia resulta não só da minha vivência naquela zona durante cinco anos, mas também  do abraçar de diferentes  projetos de incremento ao comércio local, em particular, nas redes sociais.

Apesar de viver, atualmente, na vizinha freguesia do Areeiro, certo é que continuo a deslocar-me até lá para fazer compras variadas e usufruir da excelência gastronómica de uma área que claramente se tem vindo a nivelar por cima.

Foi, sem dúvida, o caso, da aposta na restauração promovida pelos jovens Felipe Brito e Hugo Ambrósio.

Com uma experiência ligada à indústria hoteleira, estes dois Chefs decidiram optar pela confeção de saborosos petiscos nos quais souberam imprimir o cunho da Escola de Salvaterra de Magos, dos países que visitaram e das variadas experiências por que passaram.

Por sugestão do meu amigo Luis Costa, um ativista do comércio tradicional, decidi, então, experimentar o  “Sim, Chef!”.

Amante de tapas e patuscadas acompanhadas de uma boa conversa, entrei  naquele espaço pequeno e acolhedor onde, pasme-se, não existe qualquer distração áudiovisual!

A explicação é simples: a atenção de quem ali se desloca deve focar-se, exclusivamente,  no prazer da mesa e no salutar convívio.

 A minha escolha recaiu numa seleção de menus de degustação, o que me permitiu, simultaneamente, comer pouco e saborear  excelentes combinações improváveis.

Vieram, assim, uns torricatos, barrados com azeite e alho, guarnecidos com rabo de boi temperado de cebola e alho francês e de onde emanavam leves sabores cítricos protagonizados por raspas de laranja e lima.

Uns ovos rotos com farinheira, umas tiras de choco frito acompanhadas de maionese de alho, uns pimentos padrón com estaladiça fritura e um escabeche morno de atum fresco, ornamentado por cenouras à algarvia e rebentos de coentros de paladar inigualável, completaram a ementa regada com um vinho do Douro de 2018, sugestão dos Chefs.

De facto, o “Lua Cheia” em vinhas velhas, muito aromático e de onde sobressaem  notas de mirtilos e amoras, criou no palato um casamento perfeito com a natureza forte e bem temperada da minha seleção.

À sobremesa, uma crocante tarte de amêndoa cuja leveza e doçura não ameaçam as dietas mais rigorosas.

Sabendo-me algarvio, no fim, fui presenteado com um  shot de medronho que fez as delícias da maravilhosa digestão que se avizinhava.

Quando à saída gentilmente me perguntaram se gostara da experiência, a resposta era óbvia e, com satisfação, pronunciei : Sim, Chef!

Preço por pessoa €24

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Ana Cássia Mesquita Cortez
Ana Cássia Mesquita Cortez
6 meses atrás

Que maravilha! Com certeza irei experimentar.

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