Camarada Cunhal
O chamado cinema de autor português tem um ritmo muito diferente do “outro” cinema. Há uma forma quase poética de contar a história: há quem goste e há quem ache demasiado lento.
“Camarada Cunhal” é um filme de 2025, mas parece pertencer a outra época. Não chega a ser panfletário, nem carrega a narrativa com excesso de política. Limita-se a contar a história de Álvaro Cunhal aquando da sua chegada ao Forte de Peniche, em 1956, a sua permanência na prisão e, por fim, o famoso plano de fuga.
Os guardas prisionais são retratados como figuras brutais. Álvaro é colocado na zona mais vigiada do forte, mas acaba por criar uma pequena comunidade com os seus camaradas de luta. Juntos, planeiam uma fuga, e conseguem-na.
O filme é muito lento; demora uma eternidade a passar de um ponto ao outro.
Realizado por Sérgio Graciano, está disponível nos canais TVCine.
Vale a pena ver, nem que seja apenas para perceber como está o cinema português.


