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Mistério da Boca do Inferno

Coincidência ou não, leio que o Embaixador da Eslovénia morre atirando-se ao mar, na Boca do Inferno. Pois esta semana o meu grupo de leitura tinha programado a leitura do livro o Mistério da Boca do Inferno, de Fernando Pessoa.

Pois é: nosso Fernando Pessoa foi pioneiro em desorientar a opinião pública.

Resolveu escrever e provavelmente, foi um dos primeiros casos de fake news literários nascidos em Portugal. 

No ano de 1930, Aleister Crowley, um membro de uma seita religiosa e influente ocultista britânico, uma personagem medonha , visita Portugal e pouco tempo depois, era anunciado o seu suicídio na Boca do Inferno, em Cascais.

Deixa apenas uma carta de suicídio e uma cigarreira.

Um suicídio que não foi mais do que um momento teatral, uma vez que Crowley tratou de ressuscitar cerca de um ano depois, em Berlim, cidade onde inaugurou uma exposição de pintura. 

Tanto Fernando Pessoa como Aleister Crowley entusiasmaram-se com o Mistério da Boca do Inferno e divertiram-se a manipular a opinião pública.

E é precisamente como tal que este acontecimento histórico deve ser interpretado. Isto passou-se em 1930.

O que  unia Fernando Pessoa e Aleister Crowley?

O fascínio pelo mistério é uma propensão visível para encenações lúdicas e um grande sentido de humor.

Aleister Crowley foi considerado um dos homens mais perverso do mundo, o «Master of Darkness» personalidade que inspirou muitos artistas da cultura pop, como David Bowie, The Beatles ou Mick Jagger. 

Um livro muito interessante mas um pouco confuso que aconselho que, pelo menos, passem os olhos.

A edição é da Tinta da China. 

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