Coisas Boas em Alta
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    “Serotonina” de Michel Houellebecq

    Não tenho a certeza se gostei de “Serotonina“. Fiquei inquieto com este livro, pela forma crua com Michel Houellebecq escreve. Em alguns momentos foi como levar um soco no estomago. O uso de antidepressivos para ajudar a ter uma vida normal. A fuga à rotina diária, são os aspetos que mais me tocaram. Conta a história de Florent-Claude Labrouste, um quarentão, funcionário do Ministério da Agricultura, que divide o apartamento em Paris com Yuzu, a namorada japonesa, muitos anos mais jovem. Ao descobrir um vídeo comprometedor da namorada, decide deixar tudo e começar uma nova vida. Para o ajudar começa a consumir Serotonina. Toda a narrativa esta inundada de um desespero gigante. É daqueles livros que nunca iria sugerir para a minha mãe, já que a linguagem e as descrições das cenas de sexo são muito explicitas.

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    Days Of Our Lives, Queen na HBO

    Há algumas semanas que não ligava a plataforma HBO. Há dois dias, por curiosidade, fui ver o que havia de novo. Descobri uma série documental sobre a vida dos Queen. São apenas dois episódios que se veem muito bem. Cheia de imagens da época, conseguimos compreender as várias fases desta banda. Não sendo grande fã dos Queen, admito que a personalidade de Freddie Mercury é a marca deste grupo. Tendo uma voz inconfundível e uma energia em palco única. O documentário não é lamechas. Mostra os bastidores de uma super banda. Sem dúvida que me ficou na memória a prestação no Live Aid. onde Freddie Mercury, já doente, mostra todo o seu vigor. Se gostam de música, não devem perder este documentário.

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    Asteroid City

    Wes Anderson está de volta ao grande ecrã! O realizador americano, conhecido pelos seus êxitos de bilheteira como “Grand Budapest Hotel” (2014) e “Moonrise Kingdom” (2012), convida-nos agora a escapar ao calor do verão e entrar numa sala de cinema para assistir a “Asteroid City“. O filme mantém a estética característica do realizador: cinematografia simétrica, harmoniosa e colorida. Um conjunto de personagens peculiares, divertidas e profundas. Embora seja às vezes conhecido por privilegiar o estilo em detrimento do conteúdo, é inegável que o filme tenha um propósito definido. Um grupo de mentes brilhantes é colocado em quarentena após uma visita extraterrestre a uma pequena cidade no deserto americano. Um elenco de excelência composto por Tom Hanks, Scarlett Johansson, Bryan Cranston, Edward Norton, entre outros, dá vida a personagens que exploram sentimentos de perda, dor, significado e a incapacidade de compreender o universo. “You can’t wake up if you don’t fall…

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    Around the World in 80 trains

    Num mundo cada vez mais veloz, Monisha Rejesh convida-nos a parar, a sentar-nos confortavelmente e a observar as paisagens desenrolar lentamente através da janela do comboio. Convida-nos a redescobrir o nosso planeta através dos olhos de outros. Monisha é uma jornalista britânica, que tendo já viajado e escrito pela Índia, embarca agora num desafio ainda maior. Do Canada à Coreia do Norte, a jornalista britânica e o marido, embarcam numa viagem de 7 meses apenas pela linha férrea. O resultado é este livro, vencedor do prémio National Geographic de livros de viagem. A aventura é de constante movimento e caos. As narrativas são ricas e diversas. Comboios decrépitos e apinhados, linhas centenárias, comboios de alta velocidade. Uma leitura espirituosa e esperançosa. Um lição de geografia e de humanidade. Todos a bordo?

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    Ghosted

    Estou rendido à Apple TV. Tem coisas muito interessantes e outras meramente divertidas. Ghosted é um filme sem pretensões, tem apenas o objetivo de entreter. Uma comedia romântica, que conta a história da solitária Sadie que conhece um carente Cole. Há uma química gigante entre eles, acabando por ter um dia louco de paixão. Mas ela desparece e Cole decide ir atrás dela. Vai se descobrir que afinal Sadie é uma agente secreta. O filme está recheado de ação. É um puro divertimento, a bela Sadie é interpreta por Ana de Armas, que só por si faz valer a pena ver o filme. Se gostam de ação, comédia e romance, este é o filme certo.

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    Ashended: O Agente Britânico

    Ashended: O Agente Britânico é uma coleção de curtas histórias de espiões escrita por Somerset Maugham num registo semi-autobiográfico. Maugham, um dos mais famosos romancistas ingleses do século XX, nasce em Paris, e cedo fica órfão. Estuda medicina na Alemanha e no Reino Unido, porém nunca exerce, e à semelhança de Ernest Hemingway, é condutor de ambulâncias durant e a Primeira Guerra. Durante este período, W. Somerset é enviado para a Suíça com o pretexto de terminar uma peça.  Na realidade, estaria a trabalhar para os serviços secretos britânicos. É exatamente nestas circunstâncias que o autor nos apresenta Ashende, o protagonista do romance. De França à Rússia seguimos Ashande em diversas missões. Estas têm sempre um sobretom humorístico que torna o livro numa leitura leve veronil.  É sem dúvida um romance que abre caminho para tantos mais narrativas de espionagem como 007. Um romance de espionagem escrito por alguém que…

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    O Diário pela companhia de teatro dos Aloés

    A nova produção do Teatro dos Aloés, O Diário, apresenta-nos três personagens de carne e osso. Ana Rio (Raquel Oliveira), engenheira informática, vive com Rui Ribeiro (Rui Rebelo), actor e músico. Um dia, enquanto Rui se ausenta num ensaio tardio, Ana é visitada por Félix Felizardo (Jorge Silva), seu chefe. Zuut, uma espécie de consciência partilhada (Elsa Valentim) guia este trio na exploração do amor e das dinâmicas complexas que este cria. Em busca de novas respostas a questões antigas, o elenco convida o espectador a juntar-se na sua reflexão.  O Diário é um espectáculo que brilha pelo seu jogo de cena dinâmico e divertido. O elenco é talentoso e utiliza um texto cheio de duplos sentidos para tecer um jogo cativante. O cenário é aparentemente simples, mas construído por vários elementos móveis, potencia a criação de espaços fluidos, e para além de extremamente interessantes, belos. Será um serão bem…

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    Silo

    Estou rendido à Apple tv. Foi-me oferecida a assinatura do canal na compra do novo IPhone e tenho dividido o meu tempo livre entre a leitura e a Apple tv. Não sendo adepto de ficção cientifica, assumo que “Silo” me deixou rendido. E admito que me apaixonei pela atriz principal (Rebecca Louisa Ferguson), dona de uns olhos verdes maravilhosos e de um grande talento. Uma comunidade vive num silo no subsolo. 10.000 pessoas vivem numa sociedade regida por regulamentos que acreditam ser destinados a protegê-los. Mas será que são? Muitas dúvidas vão nascendo ao longo da trama! Há uma engenheira que vai tentar dar respostas. É uma adaptação para o pequeno ecrã da obra de Hugh Howey. Já comprei o livro, porque quero muito saber como vai acabar. Todas as sextas-feiras, há um episódio novo. já estou viciado e a aguardar ansiosamente pela próxima sexta-feira.

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    Toda a Luz que Não Podemos Ver

    Toda a Luz que Não Podemos Ver (All the Light we Cannot See) é uma belíssima narrativa sobre as atrocidades da guerra contada longe das trincheiras. Uma perspectiva refrescante deste período e uma ode à  resiliência e bondade humana. A obra entrelaça as histórias paralelas de duas crianças que tentam navegar o caos da Segunda Guerra. Em França, Marie-Laure LeBlanc, cega, filha do serralheiro do Museu de História Natural de Paris. Na Alemanha, Werner Pfenning, um orfão com um talento natural para a engenharia. As duas histórias vão-se aproximando, de forma inesperada até ao clímax da narrativa. Um livro de leitura simples e com uma mensagem de esperança.Este romance histórico é escrito por Anthony Doerr, e venceu o Prémio Pulitzer de Ficção em 2015. A adaptação da obra para o ecrã já está na engrenagem e tem data de lançamento em Novembro na Netflix. Já pode assistir ao trailer!