Conversas da Talha
Nunca tinha provado nada assim, nada que se compare.
Há uns meses, conheci o proprietário das Altas Quintas. Os olhos brilhavam-lhe de entusiasmo ao falar do seu trabalho. Essa paixão sente-se claramente no que produz.
Há poucos dias, com a mesma empolgação, falou-me da sua nova aventura e enviou-me uma garrafa de “Conversas da Talha“.
Guardei-a para uma ocasião especial. Sem saber bem o que esperar, levei-a para um jantar em que nos serviram balchão, um prato intenso e picante.
Abri a garrafa. O aroma não me deu pistas claras do que aí vinha. Mas ao provar… uma total surpresa: um sabor a groselha, fruta madura e um toque de azeitona.
É, sem dúvida, um vinho para entrada ou sobremesa – nunca para acompanhar uma refeição forte. Leve na boca, mas com os seus 14% de álcool bem escondidos, que só se fazem sentir mais tarde.
O estágio em talha de barro está presente, mas de forma subtil e elegante.
O rótulo é o espelho do vinho: evoca o Alentejo e as conversas nas tascas, com autenticidade.
Decidimos sentar-nos, desfrutar das entradas e do vinho, antes de abrir outro alentejano para acompanhar o prato principal.
“Conversas da Talha 2024″ chega ao mercado por 19€.



