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Vila Berta
Lisboa possui muitas vilas operárias, mas a Vila Berta, construída em 1902, é uma das mais bonitas. Está inserida no Bairro da Graça Começou por albergar a família e amigos de quem a pensou, Joaquim Francisco Tojal. Era um espaço conotado com a burguesia embora os pisos inferiores estivessem reservados para o alojamento de operários. As varandas de ferro dos pisos superiores são o detalhe principal, assim como os seus azulejos. As construções apresentam uma qualidade superior de materiais, comparativamente às restantes vilas. A Vila Berta insere-se mais no domínio do patrimônio industrial pelos materiais utilizados, como o ferro do que pela inclusão nos de materiais normais utilizadas nas habitações operárias. A Vila Berta, está localizado numa rua interna, não se estabelecendo o contacto directo com a rua principal, mas faz parte da história da arquitetura, e é considerada de Interesse Público, desde 1996. A Vila foi reabilitada e conseguiu-se a uniformidade de todas as fachadas conforme eram as…
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7 Chakras
Fui experimentar alinhar os meus Chakras, na Natur Living em Alvalade. O terapeuta tinha um ar sereno e falava muito baixo que a certa altura deu-me vontade de rir e ele informou-me que eu não estava a aceitar a energia e tinha de me concentrar. Neste processo de alinhamento utilizou cristais e pedras, explicando me que através das vibrações dos cristais é possível ficarmos mais serenos e equilibrados. Temos 7 Chakras no corpo que se localizam no alto da cabeça, testa, garganta, no coração e no diafragma, e no umbigo e na espinha dorsal. Este método decorre com muita leveza e tudo é muito espiritual e acho que até “passei pelas brasas”. Não sei se é eficaz, mas durante 2 dias andei parece que a flutuar resultado do trabalho do terapeuta. Acreditam? Uhm uhm
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Cabo Delgado
Mais um livro que aborda a Guerra Colonial e é uma homenagem aos jovens que foram destacados para o combate no ultramar. Livro de ficção, mas há referências ao General Kaulza de Arriaga. No livro são descritas, cenas de grande violência e diz o autor que é a triste realidade da guerra. Cabo Delgado, uma província de Moçambique que foi um dos sítios onde a Guerra com a Frelimo se fez sentir com maior intensidade, tem no livro: Personagens fortes, emboscadas, guerrilha, agentes da PIDE e amores escaldantes e tem ritmo que prende o leitor. Interessante acompanhar o personagem Jorge Nunes, dividido entre a Guerra é uma paixão sem freio. O autor de livro, Carlos Miranda Henriques, nasce em Lisboa e faz uma licenciatura em Engenharia Civil.
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A tal
Há tempos comprei uma tarte de Amêndoa no Corte Inglês e fiquei convencida que era a melhor tarte do mundo e arredores. Voltei lá e agora encontrei mais uma delícia. Resolveram fazer umas bolachas com a massa que se faz a tarte, apenas com uma amêndoa inteira ao meio. Lendo o que os proprietários escrevem, dizem eles que foi um dos donos, que resolveu fazer uma tarte com a receita da Avó e escrevem: “Daquela melhor amêndoa, fez-se tarte. Mas não é uma tarte como tantas outras, é a melhor tarte de amêndoa que alguma vez foi feita. E não sou eu só a dizê-lo. Se já teve a oportunidade de trincá-la, sabe que não é exagero. Se ainda não o fez, compre uma e depois diga.” Era uma vez uma amêndoa que queria ser uma tarte. E que delícia…
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Madrinhas de Guerra
Marta Martins Silva, nasceu em Aveiro em 1984 e tem paixão pelo jornalismo onde trabalha no suplemento de domingo do Correio da Manhã. Trabalha e movimenta-se no meio dos Antigos Combatentes da Guerra Colonial e com os seus casos reais . Agora escreve o livro Madrinhas de Guerra que consta da correspondência que mulheres ou senhoras ligadas ao Movimento Nacional Feminino, escreviam cartas aos militares dando um ombro amigo a quem se sentia sozinho, muitos no mato sem ninguém por perto. Um livro com fotografias, várias transcrições de cartas, muitas delas de amor, desespero e alguma esperança. Leitura interessante e histórica dos anos 60 e 70 do século passado. Boa leitura
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Filme português Listen
O filme é realizado por Ana Rocha e arrecadou 4 prêmios no Festival de Veneza. Filme apoiado em factos verídicos sobre uma família portuguesa que vai para Londres tentar melhorar a vida e tudo lhes sai ao contrário e por razões discutíveis o sistema retiram-lhes os 3 filhos. O filme é feito de grandes planos, decorre lentamente e deixa o espectador muito incomodado. Filme de 70 minutos levou-me a pedir que não me mostrasse mais decadência, injustiça , vida difícil e muita tristeza. Tudo é mau no sistema da proteção de menores em Londres e não há um pingo de esperança. O filme é um grande drama, bem feito com algumas cenas perfeitas mas de uma violência em pequenos pormenores que deixou muito infeliz. Listen
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Tejo Bar
Na Rua do Vigário em Alfama fica o Tejo Bar. Um bar muito pequenino que ficou famoso porque a Madona e a sua trupe, quando vivia em Lisboa o frequentava e até foi notícia com fotos não Revista Vogue. A música é espontânea e quem la toca sabe o fazer. Não se bate palmas para não incomodar quem mora ao lado e a desarrumação com livros e vinis a mistura fazem parte da decoração. O dono é o músico cabo-verdiano Jon Luz que toca e encanta para quem la está a beber um copo, que se diga, não é barato. Há um piano e está criado o ambiente de música e copos…
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Rua Morais Soares
Hoje fui tomar o pequeno-almoço na Pastelaria Flor do Império que está aberta todo ano, na Penha de França. Uma comprida rua que começa no Alto São João e termina na praça do Chile, passando pela estranha Praça Paiva Couceiro. Toda a Rua está apinhada de gente e nem parece que estamos numa pandemia. Lojas e negócios feitos por mais de 90 nacionalidades movem -se nesta zona. Não é silenciosa porque tem 4 faixas para viaturas o que as vezes é um inferno o barulho do transito. Cosmopolita e multi cultural uma mistura de cheiros e lojas faz com que a Rua tenha historia. Tem imenso comércio e lojas para todos os gosto. A loja de “tudo a 1euro” está apinhada. Subindo um pouco a rua, o cheiro de frangos assados e caril cola-se a roupa. Uma rua difícil não de lufa-lufa mas de “lufa-luta”. Muita gente envelhecida e gente a procura de uma melhor vida.…
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Mia Couto
Mais um importante escritor que nasceu na Beira, Moçambique em 1955. Já recebeu tantos prêmios que seria enfadonho estar a citar, mas destaco o Prêmio Camoês e o Prêmio Virgílio Ferreira. Mulheres de Cinza, conta a história de Gungunhana um imperador que governava o Sul de Moçambique. Derrotado pelos portugueses em 1895 , foi deportado para os Açores. Depois de falecer aí, os seus restos mortais regressaram a Moçambique! Mas há provas e muitas versões, que afirmam, que não eram as ossadas que vieram com a urna, mas sim Torrões de Areia. Aconselho vivamente. É uma trilogia muito bem escrita fácil de ler. Mia Couto um nome maior da literatura africana