Gotti: O Chefe da Máfia
Estando lesionado e sem poder fazer desporto, acabei por ficar com algum tempo livre.
Tenho aproveitado para ver filmes, algo a que passei uma longa temporada sem dar grande atenção, sobretudo às plataformas de streaming.
Agora, com outra motivação e mais tempo disponível, estou finalmente a recuperar esse atraso.
Ontem, e muito provavelmente por ter andado a ver vários filmes sobre a máfia, tropecei em Gotti: O Chefe da Máfia.
John Travolta é o protagonista da história de John Gotti, um dos mafiosos mais populares da cidade de Nova Iorque, que acabou por se tornar o padrinho da família Gambino.
O filme é baseado em factos reais e dá também algum espaço para conhecermos o seu filho, John Gotti Jr., o que acrescenta uma dimensão mais pessoal à narrativa.
O filme estreou em 2018 e foi muito mal recebido pela crítica, chegando mesmo a receber classificações extremamente baixas, incluindo pontuações próximas de zero por parte de alguns cinéfilos e críticos. Apesar disso, confesso que não achei o filme mau e até me diverti em alguns momentos, provavelmente porque as histórias de máfia me fascinam profundamente.
Para além de Travolta, o elenco conta com Kelly Preston, no papel de Victoria Gotti, esposa do mafioso, e Spencer Lofranco, que interpreta John Gotti Jr..
As interpretações podem não ser memoráveis, mas cumprem o objetivo dentro do tipo de filme que é.
John Gotti acaba por morrer na prisão, vítima de cancro na garganta, mas deixa para trás uma enorme comunidade de admiradores.
Segundo a perceção popular, o seu desaparecimento terá contribuído para que zonas como Little Italy, em Nova Iorque, se tornassem mais inseguras, dada a ausência da sua influência e controlo.
No final, Gotti está longe de ser uma obra-prima, mas para quem gosta de filmes sobre a máfia e figuras controversas do crime organizado, acaba por ser um entretenimento aceitável.


