O Predador: Primeira Presa
Tenho visto filmes todos os dias.
Tento escolher ouvindo os especialistas e sigo muitas das recomendações que me vão chegando, porque há, de facto, muita coisa produzida que não tem grande valor.
Um dos filmes que vi recentemente foi O Predador: Primeira Presa (Prey), que tem um diretor de fotografia extraordinário. O filme vale imenso pela sua imagem e também pelo ritmo das sequências de ação.
A história leva-nos até à Nação Comanche, em 1719, onde acompanhamos Naru, uma jovem guerreira que tenta proteger a sua tribo de um predador alienígena altamente evoluído, cuja missão é caçar humanos.
Há inúmeras cenas de ação, todas muito bem executadas.
Além disso, o filme permite uma leitura metafórica interessante:
Por um lado, representa a chegada dos colonos às terras americanas.
Por outro, aborda a luta da mulher para se afirmar num mundo dominado por homens, algo que Naru simboliza de forma poderosa.
Gostei imenso do filme: é bem montado, visualmente impressionante e cheio de sequências de cortar a respiração.
A brilhar está a atriz Amber Midthunder, que enche o ecrã, aqueles olhos indígenas, capazes de ser doces e selvagens em segundos, dão uma profundidade incrível à personagem.
Vi o filme na plataforma TVCine.


