A Câmara de Gás de John Grisham
Sou muito fã de John Grisham. Comecei a ler os seus livros e fiquei imediatamente encantado com a sua escrita.
É um verdadeiro especialista em matéria jurídica, algo que se revela claramente na forma como constrói as suas histórias.
A Câmara de Gás é um livro muito pesado. Em vários momentos senti um aperto no estômago e, por diversas vezes, dei por mim dividido pelas questões que a narrativa nos coloca.
Será a morte o caminho certo para punir um assassino?
Matar alguém através da pena de morte não será também um crime?
Será possível começar a sentir alguma empatia por um assassino bárbaro?
Publicado em 1994, A Câmara de Gás explora temas como a pena de morte e o racismo.
Adam Hall, um jovem que acaba de concluir a sua formação jurídica, decide arriscar a sua carreira ao assumir a defesa de Sam Cayhall, um antigo membro da Ku Klux Klan que se encontra no corredor da morte.
Sam foi condenado pelo bombardeamento do escritório de um advogado judeu e ativista dos direitos civis, um atentado que resultou na morte de dois gémeos de cinco anos.
É um livro duríssimo, que acompanha também os últimos momentos da vida de um condenado.
Acabei-o na noite passada e tive mesmo de respirar fundo.
Uma grande obra, algo obscura, marcada pelo enorme peso dos temas que transporta.


