“Batalha Atrás de Batalha” de Paul Thomas Anderson
Tenho passado o meu tempo livre a ler, e isso deixa-me feliz.
No entanto, no meu grupo de amigos fala-se muito de cinema e séries que eu não acompanho.
Sinto que não consigo participar nessas conversas porque não fazem parte da minha realidade. Percebi que precisava de sair desta bolha para interagir melhor com todos.
Tinham-me falado do novo filme de Paul Thomas Anderson, “Batalha Atrás de Batalha”. No domingo passado decidi abrir a app da Max HBO para ver o que estava disponível e, em grande destaque, lá estava o filme.
Confesso que fiquei assustado quando vi a duração: 2h45. Não via cinema há muito tempo, e regressar com um filme desta dimensão parecia quase impossível. Mas sentei-me confortavelmente na sala, com o cão no colo, e acreditem: o tempo voou.
A narrativa tem uma velocidade e uma carga emocional tão intensas que nem se sente a duração. Passei grande parte do tempo com o coração aos pulos. É um filme belíssimo, bem feito, bem produzido.
Numa altura em que se fala da crise do cinema e da necessidade de reduzir custos, este filme apresenta um elenco de luxo e uma produção que considero grandiosa, claramente um filme caro.
A história acompanha um ex-revolucionário (Leonardo DiCaprio) que assume sozinho a missão de cuidar da filha adolescente após o desaparecimento da parceira, também ela membro do grupo French 75. Quinze anos depois, o inimigo (Sean Penn) reaparece e tenta resgatar a rapariga. O pai passa o filme inteiro a tentar reencontrá-la.
Há uma sequência perto do fim que considero genial: uma perseguição numa estrada deserta, cheia de subidas e descidas, que mais parece uma montanha-russa.
Adorei este filme e considero-o obrigatório.


