O advogado de John Grisham
Sou um grande fã de John Grisham.
Ao tentar racionalizar essa preferência, a explicação mais evidente é o facto de ter estudado Direito, e Grisham é um mestre dos romances jurídicos.
Durante muitos anos, o autor exerceu advocacia, com presença regular nos tribunais e um conhecimento profundo dos bastidores da justiça. Essa experiência transparece na sua escrita, geralmente marcada por ação intensa e uma atmosfera quase policial.
No entanto, em O Advogado, publicado em 1988, nota-se uma mudança significativa. É evidente que Grisham ainda procurava uma identidade narrativa, afastando-se do estilo que viria a torná-lo mundialmente conhecido.
Neste romance, encontramos uma forte preocupação com a justiça social, a ética profissional e a desigualdade, temas que o distanciam do seu formato mais comercial.
A história acompanha Michael Brock, um advogado de um prestigiado escritório, cuja vida muda radicalmente após um sem-abrigo invadir o edifício e ser abatido. Este acontecimento transforma por completo a sua visão do mundo e o rumo da sua carreira.
Gostei imenso do ritmo da narrativa. A única ressalva que faço é que li uma edição portuguesa do Brasil, algo que só percebi a meio do livro.
Recomendo vivamente a quem aprecia romances passados nos corredores dos tribunais.


