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Cheira Bem Cheira a Lisboa
Ontem, na zona dos vinhos, tropecei numa garrafa de vinho tinto chamada “Cheira Bem, Cheira a Lisboa”. É uma homenagem à cidade de Lisboa e inspira-se na imagem dos Santos Populares, com referências à tradicional venda de manjericos. Achei o rótulo tão bonito que decidi trazer uma garrafa. Esta coleção é produzida pela Casa Santos Lima, e fiquei com a impressão de que é direcionada sobretudo para o mercado turístico, pessoas que nos visitam e querem levar uma recordação de Portugal. Trata-se de um vinho frutado e equilibrado, elaborado a partir das castas Castelão, Syrah e Tinta Roriz. Tem 13% de álcool, e existem também versões branco e rosé. A garrafa custou cerca de 3 €, e, como diz um amigo meu, é um preço honesto. Não tem pretensões de ser um grande vinho, mas é perfeitamente indicado para o consumo do dia a dia. E confesso: apaixonei-me pelo rótulo.
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O Predador: Primeira Presa
Tenho visto filmes todos os dias.Tento escolher ouvindo os especialistas e sigo muitas das recomendações que me vão chegando, porque há, de facto, muita coisa produzida que não tem grande valor. Um dos filmes que vi recentemente foi O Predador: Primeira Presa (Prey), que tem um diretor de fotografia extraordinário. O filme vale imenso pela sua imagem e também pelo ritmo das sequências de ação. A história leva-nos até à Nação Comanche, em 1719, onde acompanhamos Naru, uma jovem guerreira que tenta proteger a sua tribo de um predador alienígena altamente evoluído, cuja missão é caçar humanos. Há inúmeras cenas de ação, todas muito bem executadas.Além disso, o filme permite uma leitura metafórica interessante: Por um lado, representa a chegada dos colonos às terras americanas. Por outro, aborda a luta da mulher para se afirmar num mundo dominado por homens, algo que Naru simboliza de forma poderosa. Gostei imenso do…
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Sauvage da Dior
Gosto de explorar coisas novas, experimentar, testar e depois partilhar aquilo que vivo. Foi nesse espírito de experimentação que decidi comprar o Sauvage da Dior. Não é um perfume novo, mas continua a estar na moda e a conquistar muita gente. Como aprecio aromas amadeirados, adaptei-me facilmente ao Sauvage. Sente‑se também uma leve nota de patchouli e algumas especiarias, que lhe dão caráter. É um perfume algo intrusivo, quem está por perto percebe rapidamente que o estou a usar! Há ainda uma presença cítrica que me agrada bastante. No entanto, não o considero um perfume fresco; tem algum peso e personalidade, por isso vejo-o mais como uma fragrância para os dias de inverno. Fiz um teste com os aromas de que gosto e o especialista disse que esta era uma boa escolha para mim. Existe em vários tamanhos, comprei o frasco de 100 ml, que custa cerca de 80 €.É,…
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O Match Perfeito
Não sou grande fã de comédias românticas, raramente as vejo. Sinto que seguem sempre a mesma fórmula e acabam invariavelmente bem. Claro que fazem sentido dentro do género: alimentam a ideia do amor ideal e da “gata borralheira” que encontra o príncipe encantado. Mas O Match Perfeito não é nada disso. No final, fiquei com a sensação de que o filme retrata o amor como um negócio e pouco mais. A história acompanha uma organizadora de encontros de elite que se vê envolvida num triângulo amoroso tóxico. A protagonista trabalha numa empresa que promete encontrar casais perfeitos, uma espécie de Tinder com arbitragem, até que uma cliente é agredida por um dos homens inscritos. Pelo meio, a protagonista envolve-se com um cliente… e reaparece um ex-namorado. Confusos? O filme também. O que acaba por transparecer é a fragilidade das relações modernas. E, para quem procura comédia ou romance, aviso: não…
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Canina
Não sei bem como encontrei este filme e também tenho alguma dificuldade em fazer uma leitura séria do que vi. Será que existe, sequer, uma leitura séria? Canina conta a história de uma família: mãe, pai e um recém-nascido. A mãe interrompe a sua vida de artista para ficar em casa a cuidar do filho. Como é óbvio, há um grande desgaste nesta relação: o pai está ausente e a mãe faz tudo para tomar conta da criança. A meio do processo, a protagonista começa a acreditar que se está a transformar num cão. Talvez seja uma metáfora sobre a vida das famílias mais jovens, por vezes, sai mais barato um dos elementos do casal ficar em casa do que pagar a uma ama para cuidar do filho. Não é um grande filme, mas ganha outra dimensão quando entra no plano da fantasia, com a protagonista a desenvolver características físicas…
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Niwohom, lampada de Mesa de Cabeceira Tátil
Durante anos usei um candeeiro de sal na minha mesa de cabeceira.Dava uma luz agradável e, ao que parecia, ajudava a “limpar as energias”. Para ser sincero, eu usava-o simplesmente como luz ambiente. Todos os dias, antes de dormir, deixava-o ligado e fazia-me muito bem. Há uns dias descobri que este candeeiro estava a danificar a mesa de cabeceira e até o chão, porque deixava cair pequenos pedaços de sal por todo o lado. Com muita tristeza, acabei por o guardar na arrecadação. Mas senti um vazio enorme, faltava-me aquela luz de presença que me transmitia uma certa paz. Comecei então a procurar algo que pudesse substituir o meu candeeiro de sal. Foi aí que descobri online, na Amazon, o Niwohom, uma lâmpada de mesa tátil e regulável, com 256 cores RGB, 5 modos de iluminação e recarregável por USB, com função de temporizador. Ao início parecia que estava numa…
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Camarada Cunhal
O chamado cinema de autor português tem um ritmo muito diferente do “outro” cinema. Há uma forma quase poética de contar a história: há quem goste e há quem ache demasiado lento. “Camarada Cunhal” é um filme de 2025, mas parece pertencer a outra época. Não chega a ser panfletário, nem carrega a narrativa com excesso de política. Limita-se a contar a história de Álvaro Cunhal aquando da sua chegada ao Forte de Peniche, em 1956, a sua permanência na prisão e, por fim, o famoso plano de fuga. Os guardas prisionais são retratados como figuras brutais. Álvaro é colocado na zona mais vigiada do forte, mas acaba por criar uma pequena comunidade com os seus camaradas de luta. Juntos, planeiam uma fuga, e conseguem-na. O filme é muito lento; demora uma eternidade a passar de um ponto ao outro.Realizado por Sérgio Graciano, está disponível nos canais TVCine. Vale a…
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Coutada Velha 2024 um vinho da Ravasqueira
Tropecei nesta garrafa num escaparate: estava em promoção, pouco mais de 5€, e o rótulo chamou-me logo a atenção por se assemelhar ao de uma garrafa da Casa Ferreirinha. Só em casa, ao abrir, percebi que não era. Ainda assim, a entrada que preparei para acompanhar o vinho combinou lindamente e não perdi o entusiasmo pelo meu “erro”. Trata-se de um vinho alentejano produzido no Monte da Ravasqueira, com uma forte presença de madeira e notas de baunilha. O Coutada Velha 2024 revela-se intenso, com a dose certa de acidez. A cor apresenta já traços de envelhecimento e mostra-se muito equilibrado no conjunto. Apesar dos 13,5% de álcool, o equilíbrio é tão bem conseguido que praticamente não se sente. Em resumo: uma agradável surpresa, que quero certamente repetir, ainda por cima a um preço muito simpático.
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Pasta de frutos do mar do Mercadona
Ir ao Mercadona é sempre uma alegria. Não há dúvida de que os espanhóis sabem mesmo tratar bem os clientes. E, claro, sempre que lá vou acabo por deixar um rim, porque compro tantas coisas que nem preciso… mas que adoro. Desta vez quero falar-vos deste patê delicioso. É uma pasta de delícias do mar, e admito que só a expressão “delícias do mar” já me deixa de nariz torcido, mas este produto é realmente especial. Segundo a embalagem, não tem glúten. Antes do jantar, sirvo um copo generoso de vinho tinto e, com umas tostas, vou desfrutando deste patê. Um verdadeiro mimo. É também um produto barato: uma embalagem de 150 gramas custa cerca de 1,50 €. Fiz uma pesquisa rápida pelos outros supermercados e este é, de facto, o preço mais baixo. O Pingo Doce apresenta um produto semelhante a 2,89 €, e o Continente tem outro a…