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Mama Chiara
Achei graça à embalagem e como estava em promoção, comprei um barril de dois litros. A Mama é uma loira Italiana artesanal muito suave. Nascida em 2014, por isso é muito nova ainda. De espuma ligeira e muito viva. Por não ser filtrada. nem pasteurizada, parece ser mais pura, sem o paladar das industrializadas. Tem um teor alcoólico de 5,2%, mas é a leveza que marca esta loira. Cerveja de cor amarelo claro, sabor fresco, amargor equilibrado. Tem sabor a frutos cítricos e cereais. No inicio da degustação senti uma entrada doce e levemente amarga. Sinto que é uma cerveja de verão, pouco intensa e muito fácil de beber. Achei muito caro, paguei cerca de 17€ pelo barril. Porquê este nome? Ma.Ma são as iniciais de Matteo e Maria Cristina, filhos do casal que produz esta artesanal. Gostei da experiência, e voltarei a comprar se encontrar outras coisas da marca.
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“Leva-me Contigo” de Afonso Reis Cabral
No início do Verão passado tinha um projeto: fazer a Nacional 2. Trabalho na rádio e a ideia era percorrer a estrada fazendo emissões diárias ao longo dos pontos emblemáticos da estrada. Este projeto foi cancelado porque o meu amigo, produtor e autor do nosso site nos deixou. Para além do vazio da perda, fiquei com toda a produção destas emissões. Um dia vou fazer esta viagem, talvez não a trabalhar, mas em Homenagem ao meu amigo Mário! Foi com prazer que descobri este mini livro do Afonso Reis Cabral. O autor que tem como trisavô Eça de Queiroz recorreu a pé a Nacional 2 “Leva-me Contigo” conta essa aventura que terá demorado 1 mês a fazer. Afonso Reis Cabral não se limita a contar o que viveu nesta aventura, há um lado poético na sua narrativa. Foi partilhando nas redes sociais pequenos textos da sua jornada diária o que…
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Napoleão de Ridley Scott
O filme biográfico de Ridley Scott sobre Napoleão é grande e por vezes cansa e pelas críticas que tenho lido está cheio de imprecisões. Começa por Napoleão não ter regressado do Egito por causa de Josefina, não abdicou logo após o seu fiasco na Rússia, e não ter esperado a manhã toda pela chuva na batalha de Waterloo. Não esteve presente na execução de Maria Antonieta, não atraiu deliberadamente o seu inimigo para um lago congelado, não fez explodir uma pirâmide com um canhão. Historicamente o realizador Ridley Scott fez uma versão como quis. A interpretação de Napoleão por Joaquin Phoenix é magnífica e vale ir até ao cinema conhecer a vida de Napoleão que é mostrado como um bronco.
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Vanilla Stout da Musa
Noite de sexta feira. Estava muito frio, tinha um jantar marcado para as 8 da noite. Saí cedo e passei na nova fábrica da Musa, em Marvila. A temperatura de facto não convidava ao consumo de cerveja. Subimos ao terraço que tem uns aquecedores gigantes, criando um ambiente (apesar do frio) acolhedor. O meu irmão pediu uma Vanilla Stout. Nunca tinha ouvido falar, mas fiquei impressionado com a beleza do copo. Provei, e fiquei rendido. Boa espuma, tem um sabor a chocolate e a café e ligeiramente a baunilha. Muito cremosa e com teor alcoólico acima da média. Fiquei muito fã, uma cerveja imperdível! Gosto muito também deste novo espaço da Musa. Fácil de estacionar (apesar de eu ter ido a pé) e com um ambiente muito calmo. Assim, o inverno não custa a passar!
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“Caçadores de Cabeças” de Jo Nesbo
Não há dúvida estou rendido ao Kobo. Agora não consigo se quer, adaptar-me ao papel. Leio no escuro com o meu cão nos meus pés. Há dias comprei “Caçadores de Cabeças” de Jo Nesbo. Já tinha lido um livro deste autor nórdico e na altura achei que era mais um livro policial. Mas desta vez fiquei com outra impressão. Roger Brown conta a história na primeira pessoa, de um especialista a selecionar altos quadros para as maiores empresas. O maior nos recursos humanos. Aprendi muito sobre a forma de controlar uma entrevista de emprego. Pelo meio aprendemos alguma coisa sobe arte de como fazer assaltos. Há uma situação neste livro que me deixou muito perturbado. O nosso protagonista cai literalmente dentro de esgoto e fica totalmente mergulhado na porcaria. A descrição é tão minuciosa que me deixou agoniado. A narrativa é feita a grande velocidade, deixando-me totalmente preso. Gostei muito…
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Deixar o Mundo Para Trás
No dia de Natal, cheguei a casa ainda sem sono. O meu cão ressonava e decidi ver um filme. Bem instalado no quentinho da minha cama, escolhi ver “Deixar o Mundo Para Trás“, que está disponível na Netflix. No elenco temos Julia Roberts e Ethan Hawke. O filme é sobre o apocalipse e usa uma técnica onde se sente quase o respirar das personagens. Uma família farta da cidade decide tirar um fim de semana fora. Mas vão acontecendo coisas de difícil explicação. Logo num primeiro momento, um petroleiro gigante invade a praia onde a “nossa” família está a descansar. Não é de todo uma comedia romântica, há uma tensão permanente em toda a trama. O ritmo varia ao longo do filme. Senti a lentidão da contemplação e a velocidade do caos. Fiquei muito inquieto com o que vi, deixou-me a pensar na possibilidade do fim do mundo. Aconselho vivamente.
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Cedro do Noval tinto 2021
Quem me dera ser rico! Um desejo que muita gente tem. Mas a minha riqueza serviria para coisas simples, como, por exemplo, entrar num restaurante e pedir um vinho sem olhar para a lista. Dar essa escolha ao empregado de mesa. Foi o que aconteceu no outro dia, num jantar de família em que a responsabilidade da escolha recaiu sobre o empregado. “Veja se tenho capacidade para pagar isso!” Foi servido um “Cedro do Noval”. Mas que boa escolha! Um vinho com ligeira nota a carvalho, baunilha e chocolate. Muita classe em toda a experiência. Tem uma cor vermelha rubi. Como esteve a estagiar em barricas de carvalho, há um leve sabor a madeira. São 14,5% de álcool, mas não se sente, porque é um vinho requintado. Não contem com muita intensidade, há uma leveza que fica. No final, veio a conta e pagamos 28€ por esta experiencia deliciosa. Vale…
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A Má Hora: o Veneno da Madrugada
Sou muito fá da obra de Gabriel García Márquez. É muito fácil ficar surpreendido, quando tropeço num livro que nunca li deste autor. Foi o caso de “A Má Hora: o Veneno da Madrugada“, que li num fim de semana. Tudo acontece numa aldeia na América latina. Um dia, um comerciante de gado é informado da infidelidade da mulher por um papel colado na porta da sua casa, acabando por matar o seu presumível amante. Começam a aparecer panfletos que não são políticos, mas apenas denúncias sobre a vida privada dos cidadãos. Neste pequeno povoado, conseguimos distinguir o poder político, o religioso, o povo e também uma oposição que anda clandestina. É um livro apaixonante, muito bem escrito, onde se consegue sentir o calor, a chuva, a humidade e as gentes de um lugar perdido. Este lugar pode ser qualquer um numa América latina nos anos 60. Para ler de seguida,…
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Marquês de Marialva 2018
Há dias fui jantar ao Eliseu dos Leitões. Um belo jantar de cabrito. O simpático empregado de mesa sugeriu que acompanhássemos a refeição com Marquês de Marialva tinto de 2018. Mal cheirei o vinho fiquei de sorriso aberto, um vinho relativamente novo sem cheiro a álcool. Um ligeiro odor a madeira. A prova foi muito agradável, estamos perante um vinho cheio de classe. Um vinho da Bairrada, com sabor a baunilha e chocolate e com uma fruta, que acabas por considerar ameixa. Suave, macio, com 13,5% de álcool. O preço médio deste poderoso vinho está na casa dos 10€. Pagamos em contexto restaurante 18€. Adorei a experiência, recomendo vivamente.