Casa Mocambo
Nasci em Moçambique, mas admito que não tenho uma ligação emocional forte ao país. Vim com quatro anos e guardo poucas memórias dessa fase.
Ainda assim, sempre que alguém fala de um sítio onde se come comida moçambicana, fico imediatamente entusiasmado.
Foi assim que, há dias, o meu primo, ao subir de carro a Rua do Vale de Santo António, descobriu um restaurante moçambicano. Avisou a família e, rapidamente, marcámos visita.

Num domingo, à hora de almoço, levei a minha mãe para conhecer o espaço. Tive a sorte de estacionar a cerca de 20 metros da porta, o que, naquela zona, é um pequeno milagre.

Mal entrei, a música africana fazia‑se ouvir com intensidade. O ambiente é descontraído e o empregado, muito simpático, recebeu‑nos com sentido de humor: “Subiram a rua a pé?”, pergunta justa, porque a subida não é fácil. Se quiserem visitar, aconselho mesmo irem de táxi.
A simpatia é, aliás, uma das marcas da Casa Mocambo.
Comecei com uma Cuca, cerveja angolana, leve, fresca, perfeita para climas quentes.

Como entrada, pedi um frango frito com molho picante, cheio de sabor e muito bem conseguido.

Nos pratos principais vieram um caril de frango e um frango com molho de amendoim. Ambos deliciosos, com sabores intensos e bem equilibrados.


Para terminar, uma sobremesa de manga, simples e perfeita. Mais dois cafés e a conta ficou nos 50 €.
Foi uma experiência muito agradável. Pelo que percebi, à noite há música ao vivo, o que deve dar ainda mais vida ao espaço.
Ficámos cerca de uma hora e meia no restaurante — éramos os únicos clientes. E isso deixa‑me com alguma pena, porque a Casa Mocambo merece muito mais movimento.


