1, 2, 3 Soleils
Foi o meu disco de março. Ouvi-o várias vezes e continuei sempre encantado.
Gravado ao vivo em 1998, este álbum acompanhou‑me muito noutra fase da vida. Há dias voltei a tropeçar nele e a redescobrir esta obra incrível.
É tão bem tocado. Culturalmente estou distante do que é apresentado, mas aquilo que ouvimos aqui é a cultura argelina no seu maior esplendor.
Três cantores e uma orquestra gigante, cheia de talento:
Khaled, Rachid Taha e Faudel.
1, 2, 3 Soleils disco duplo inclui grandes sucessos como “Abdel Kader”, “Ya Rayah”, “Aïcha” e “Didi”.
É curioso perceber como existe um universo musical riquíssimo no Magrebe, que entretanto conquistou também muitos ouvintes na Europa. Este álbum terá certamente ajudado a popularizar essa sonoridade um pouco por todo o mundo.
O género musical é o Raï, que significa literalmente “opinião” ou “ponto de vista” em árabe. Nasceu nos anos 20, em Orã. Aqui surge numa forma evoluída e musicalmente muito bem conseguida.
Tenho-o ouvido nas mais diversas fases do dia: a fazer o jantar, a treinar e até nos passeios com o meu cão.
É, mesmo, um disco obrigatório.


