Jurado #2
Conversava com a minha mãe, uma grande espetadora de cinema, que vai às salas pelo menos duas vezes por semana.
Quando lhe perguntei a opinião sobre o novo filme de Clint Eastwood, respondeu-me de imediato que só podia ser bom, porque tudo o que este realizador faz é sinónimo de qualidade.
E foi nesse espírito que comecei a ver Jurado #2.
É, de facto, um grande filme, feito por um mestre que gere o ritmo da narrativa de forma absolutamente genial. O filme viaja constantemente no tempo, recuperando momentos do passado de forma inteligente e sempre ao serviço da história.
A narrativa acompanha Justin Kemp, um homem que serve como jurado número dois num caso de homicídio.
A inquietação instala-se quando, durante o julgamento, ele começa a perceber que pode ter sido o verdadeiro responsável pela morte da vítima, ainda que de forma acidental.
Surge então o dilema moral: influenciar o veredito para evitar uma injustiça ou manter-se em silêncio para não se incriminar?
Afinal, o que é a justiça? Será justo condenar um homem e destruir uma família quando o verdadeiro culpado pode ser alguém sem uma vida estruturada, perdido nas suas próprias falhas?
Adorei este filme e recomendo vivamente. Será, muito provavelmente, o último filme de Clint Eastwood, e é uma despedida à altura da sua carreira.


