Dois homens e meio
Não sei bem como comecei a ver esta série.
Talvez por cada episódio ter uma duração curta, cerca de 20 minutos.
A verdade é que a série é misógina, as mulheres são maltratadas e retratadas com pouco ou nenhum respeito.
Ainda assim, fui-me deixando envolver pela trama.
A história começa com um ricaço a viver em Malibu, que recebe em casa o irmão divorciado e o seu filho pequeno, para uma estadia que seria temporária. No entanto, o que era para durar apenas uns dias acaba por se tornar permanente.
O irmão tem uma péssima formação: é forreta, aldrabão e com pouca noção da vida.
Mesmo assim, fui-me apegando às histórias e até criei uma certa ligação às personagens.
São 12 temporadas, com um formato que, nos episódios finais, já revela um grande desgaste, algo que se foi esgotando com o tempo.
Charlie Sheen interpreta o protagonista, um homem rico que ganha a vida a compor jingles publicitários. No entanto, ao longo da série, o ator criou vários conflitos com a produção, sendo despedido no final da 9.ª temporada.
Apesar disso, a produção não desistiu: inventou uma nova personagem para tentar manter a série viva, embora sem grande impacto junto do público.
Charlie Sheen chegou mesmo a ser nomeado para os Globos de Ouro.
“Dois Homens e Meio“ estreou em 2003 e manteve-se no ar até 2015.
Atualmente, está disponível nas plataformas Prime Video e Max.


