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Takeaway de livros e afins

Há coisas que nos comovem e muito!

Isto das bibliotecas municipais não quererem estar paradas e quererem ajudar os outros, inventando maneiras de ser útil e saindo das suas rotinas mexem muito com as nossas emoções. 

Obrigadas a fechar portas, as bibliotecas municipais reinventaram-se através de diversas iniciativas.

Requisição de livros para takeaway, entregas ao domicílio, leituras e partilha de conteúdos online, são algumas das medidas adotadas que têm vindo a ter uma grande adesão.

Biblioteca Florbela Espanca, em Matosinhos, é um destes exemplos que promove, as entregas ao domicílio. “Temos tido uma adesão excelente. No primeiro dia, contámos logo com 25 pedidos, o que acaba por corresponder a 100 documentos requisitados”, diz Nuno Cabo, chefe de divisão das bibliotecas municipais e de arquivo de Matosinhos.

Para além de livros, CD e DVD, esta biblioteca disponibilizou ainda, aos seus utilizadores, o acesso gratuito a mais de sete mil jornais e revistas nacionais e internacionais, através da plataforma digital Press Reader.

A adoção desta medida, explica Nuno Cabo, deve-se ao facto de a biblioteca ter sempre um público fiel aos jornais.

Quanto aos encontros com escritores, que preenchiam a programação desta biblioteca, continuam a acontecer online.

Semanalmente, na página de Facebook da biblioteca, é possível acompanhar as conversas com autores, como Lídia Jorge ou Ana Luísa Amaral.

Há ainda quem vá mais longe e desenvolva outros projetos, paralelamente às entregas de livros ao domicílio e ao takeaway. 

Na Rede de Bibliotecas das Beiras e Serra da Estrela está a ser promovida a iniciativa Ligados Pela Leitura, que pretende contar uma história ou ler um poema por telemóvel a quem se encontra do outro lado da linha. “Aquilo que fazemos é sinalizar pessoas isoladas, e estabelecer ligações deste tipo para que não se sintam sozinhas.

A leitura funciona como um remédio”, sublinha Dina Matos, responsável pela Biblioteca Municipal Eugênio de Andrade no Fundão.

Quanto às entregas ao domicílio, Dina Matos afirma terem os horários cheios. “Temos cerca de cinco a seis pedidos de requisição por dia, o que acaba por ser um número muito maior do que no primeiro confinamento, fruto da maior consciencialização do nosso público”.

As bibliotecas já não são como antigamente, não são só livros, são um espaço de socialização, e, numa altura como esta, fazem falta.

Bravo!

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