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Antígona!

Nome de mulher e cheira a drama. 

Quem gosta de teatro já foi ver a Antígona. É “apenas” a peça mais representava em todo mundo. É uma tragédia grega que fala da guerra e da tirania, do autor Sófocles, composta por volta de 442AC.  

 É cronologicamente a terceira peça de uma sequência de três, falando de Tebas, embora tenha sido a primeira a ser escrita. A personagem do título é Antígona, filha de Édipo. 

Há quase 2,5 mil anos, o poeta Sófocles começa a contar a história de Antígona aos gregos presentes na Acrópole de Atenas, durante a festa em homenagem a Dionísio, o deus do teatro. Ouviam atentos e em silêncio. 

O seu público sabia dos infortúnios a que se referia a protagonista, porque a conheceram na sua obra anterior O Rei Édipo, sendo ela 

uma das duas filhas do mais infeliz dos reis de Tebas que, sem saber, matou seu pai e se casou com sua mãe, Jocasta. 

Quando o diálogo entre Antígona e Ismênia começa, Jocasta já havia se suicidado, e Édipo tinha furado os próprios olhos, exilando-se e morrido. Mas os problemas entre o Direito Natural e o Direito Positivo continuam por aí fora. 

É uma peça que já foi representado por inúmeras companhias no nosso país e filmes nem se contam. 

Para se ver a Antígona tem de estar preparado psicologicamente pois vai ver tragédias, sangue e é uma peça longa.  

E a pergunta que de impõe! Porque é tão representada? 

“Porque é uma peça fantástica”, responde o diretor teatral Olivier Py. Sem dúvida, é uma grande obra, mas isso, felizmente, pode ser dito sobre muitas outras. 

Mas, apesar da passagem do tempo, essa história de desobediência civil e de uma batalha devastadora continua a interessar pessoas até hoje. Vejam! 

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