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Entrevistas

Cerveja Lince

Chegaram para ficar, as cervejas artesanais já fazem parte da rotina dos Portugueses.

Hoje vamos conhecer a cerveja Lince!

Estivemos à conversa com António Carriço, um dos donos desta marca de cervejas artesanais.

 Como surgiu a cerveja lince?


Em conversa com um amigo meu ele disse-me que fazia cerveja em casa, o que logo me pareceu uma ideia fantástica. Tirei um pequeno curso sobre fabrico de cerveja e comecei a fazer experiências em casa. Primeiro sózinho e depois com um amigo meu que é agora meu sócio na Lince.
Das experiências iniciais com um pequeno equipamento caseiro que custou pouco mais de 100€, passámos para a instalação de uma fábrica que entretanto já foi expandida várias vezes.

 
Porquê em Marvila?
Quando viemos para Marvila encontrámos duas coisas importantes para nós: grandes armazéns e preços razoáveis. Foi essa a razão poque a Lince, e outros cervejeiros, localizaram as suas fábricas em Marvila.
Outra razão existe: Marvila é um bairro muito simpático e bonito, com velhas fábricas e armazéns do século passado, onde hoje se podem encontrar fábricas de cerveja, galerias de arte, bons restaurantes, ateliers de artistas e lojas interessantes. À beira do Tejo.  


Lince porquê?


Quisemos criar um marca que fosse muito ligada a Portugal. O lince ibérico é um animal muito bonito que só existe em Portugal e Espanha e por isso nos pareceu uma boa escolha. Também porque ambos gostamos de gatos e no fundo o lince é uma espécie de gato selvagem. 

 Qual o portefólio da marca?

Actualmente produzimos oito estilos de cerveja: American IPA, Belgian Pale Ale, Blonde, NEIPA, Quad, Smoked Porter, Stout e Zeus. 
Contamos lançar brevemente uma nova cerveja, uma Weiss. 

Porque se tornaram tao populares aas cervejas artesanais? 

Porque não faz sentido haver no mercado nacional apenas duas marcas de cerveja que ainda por cima praticamente só vendem um estilo de cerveja. Como acontece em muitíssimos outros países, as pessoas gostam de experimentar cervejas de vários estilos e sabores.
Dito de outra forma: se em Portugal existem centenas de marcas de vinho, estranho seria se o mesmo não acontecesse no mundo das cervejas.  

Quem são os vossos clientes?

Bares, restaurante, hotéis, lojas gourmet. Também pessoas que nos compram cerveja através da nossa loja online.


Estão com representação internacional? Em que mercados?

Ainda não. Já exportámos cerveja mas ainda não temos representação nacional.  

Como estão a lidar com a pandemia? 

Não é fácil porque a maioria dos nossos clientes estão fechados e portanto as nossas vendas tiveram uma queda brutal. No ano passado, quando começou o confinamento, lançámos a nossa loja online que tem corrido bem mas ainda está longe de compensar a quebra de vendas aos nossos clientes habituais.  

Como conseguem ser competitivos com a cerveja industrial? 

Só há uma maneira de competir: fazer cervejas melhores e mais variadas.   

Quais as vantagens ou motivos para bebermos uma Lince?

A vontade de beber cervejas de variados estilos que são feitas com os melhores ingredientes e com o maior cuidado. A vontade de romper com a monotonia de beber sempre as mesmas cervejas com os mesmos sabores.  

Onde estão fisicamente?

Na Rua Capitão Leitão 1B, no bairro de Marvila. O bairro cervejeiro de Lisboa. 

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