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Kampai – O melhor sushi de Lisboa

Confesso que já sou apreciador de sushi muito antes da “moda” dos restaurantes de sushi (chineses e nepaleses) a cada esquina. O primeiro contacto que tive com esta gastronomia especial foi a convite do meu saudoso e querido Mestre Kobayashi (para quem não sabe, o impulsionador do Judo em Portugal). Um dia que não consigo recordar o que se comemorava,mas seguramente há mais de 30 anos, o Mestre convida alguns dos seus alunos (onde me incluia) para o primeiro contacto com a gastronomia do seu país. O restaurante, pequeno, com uma decoração oriental (japonesa) era propriedade do também saudoso chef Takashi Yoshitake, e chamava-se Aya, situado na Rua das Trinas, na Lapa, em Lisboa. A princípio estranhei aquele paladar de peixe cru, e sobretudo o pensar que o estava a comer. Aí foi também o primeiro contacto com os “pauzinhos” que eram uma coisa nunca vista (pelo menos por mim, na casa dos 16/17 anos). O que é facto é que no final da refeição, e depois de provar as várias iguarias postas à disposição na nossa mesa, o balanço final, não foi de todo mau… 

Só uns anos depois voltei a ter contacto com esta gastronomia (que adoro) e voltei novamente ao Aya. Quando lá cheguei estava fechado com uma tabuleta na porta, a dizer…”Fechado, mudança de instalações para as Twin Towers, em Sete Rios.  

Desta vez. já sem o conselho do Mestre Kobayashi, decidi arriscar e pedir um Sushi/Sashimi do Chef. Que maravilha! A textura e o corte do peixe, tratado como se de uma obra de arte se tratasse, nas mãos do Chef Yoshitake, davam aquele sabor que raramente consegui voltar a encontrar em restaurantes de sushi (verdadeiros)*. 

E o arroz? Esse de facto era surpreendente, com um sabor avinagrado e ligeiramente adoçicado, faziam a diferença. 

Avançando, porque já devem estar fartos da introdução, voltei a entusiasmar-me com um novo Restaurante (verdadeiramente) Japonês. Este era propriedade do Chef Tomo, e abriu numa pequena ruazinha em Pedrouços. Um restaurante com não mais de 8 lugares sentados, mas onde se servia com a mesma mestria do entretanto encerrado Aya, por razões que podem facilmente descobrir pela internet. 

Comecei então a frequentar o Tomo, que entretanto se expandiu para a Av. dos Bombeiros Voluntários em Miraflores (Algés), com a qualidade do seu antecessor, mas com muitos mais lugares e muito mais espaço. 

E não é que este restaurante, também ele, apesar de ainda hoje se manter aberto, embora uns “degraus” abaixo depois da partida do Chef Tomo para o Japão por razões de saúde da esposa deste, continua aberto, sob a batuta do simpatiquissímo Saif Islam. 

Porque adorava esta gastronomia, tentei descobrir os “herdeiros” do Aya e do Tomo, por essa Lisboa, e recomendaram-me o Kampai (Junto à Assembleia da República). 

Tomei contacto com este restaurante e fiquei fã e cliente do Chef João e do simpático Renato, que não deixava nenhum cliente sair sem fazer um brinde com Saké – kampai. 

Este restaurante esteve fechado mais de seis meses, desaparecido, e como que por milagre, volta a aparecer no Bairro da moda em Lisboa, Marvila. 

Embora alojado num outro espaço, o que para mim, quase o anula, este restaurante faz parte agora do complexo Chaccal nesta zona da cidade. Merecia um local próprio e quanto a mim ganahva muito com isso. 

Recomendo a visita, se querem experimentar a verdadeira gastronomia japonesa e não os restaurantes de “All you can eat chineses” espalhados por todas as esquinas de Lisboa. 

* os verdadeiros restaurantes japoneses em Lisboa que já experimentei: 

#Aron Sushi – Saldanha e São Sebastião 

#Tomo – Miraflores (Algés) 

#Aya – Fechado 

#kampai– Marvila 

#Aya Bistrot – Almada 

(MM) 

#Mestre Kiyoshi Kobayashi 

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