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Clarice Lispector

Clarice Lispector tornou-se famosa e com uma multidão de fãs a partir a 1943. As suas palavras de reflexão são um bálsamo para muita gente.

Em 1977, Clarice Lispector escreveu o último livro em vida a Hora da Estrela, onde conta a história de Macabéa, uma jovem do interior em busca de sobreviver na cidade grande.

Agora, foi editado 1000 exemplares deste livro, para os colecionadores. O livro apresenta os manuscritos escritos à mão, com anotações e escritos onde ela lhe apetecia escrever. No carro, no restaurante. Uma preciosidade.

A versão cinematográfica desse romance, dirigida por Suzana Amaral em 1985, conquistou os maiores prêmios do festival de cinema de Brasília e deu à atriz Marcelia Cartaxo, que fez o papel principal, o troféu Urso de Prata em Berlim em 1986.

Clarice Lispector faleceu no Rio de Janeiro, no dia 9 de dezembro de 1977, vítima de um cancro de ovário, um dia antes de seu aniversário. A sua figura estrangeirada levou muita gente a pensar que era um homem.

Clarice Lispector é considerada uma escritora intimista e psicológica, mas a sua produção acaba por se envolver também noutras áreas a social filosófica e existencial.

Em busca de uma linguagem especial para expressar paixões e estados de alma, a escritora utilizou recursos técnicos modernos como a análise psicológica e o monólogo interior.

As histórias de Clarice raramente têm um começo meio e fim. As suas obras de ficção transcendem o tempo e o espaço e os personagens, postos em situações limite, são com frequência femininos, quase sempre situados em centros urbanos.

Clarice Lispector viveu quase duas décadas fora do Brasil e escreveu muitas cartas aos amigos e com olhar cosmopolita, fala nessa correspondência sobre os absurdos e as agruras da condição humana e as banalidades da vida. As cartas foram reunidas na obra Todas as Cartas publicada em 2020.

Nesse mesmo ano, ao dormir com um cigarro acesso, Clarice Lispector sofreu várias queimaduras no corpo e teve de amputar a mão direita. Passou por várias cirurgias e viveu isolada, sempre a escrever. 

Clarice passou a integrar o Conselho Consultivo do Instituto Nacional do Livro. Era considerada uma pessoa difícil.

Em 1976, pelo conjunto de sua obra, Clarice ganhou o primeiro prêmio do X Concurso Literário Nacional de Brasília.

Deixo-vos com uma bela frase desta escritora: “Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.”

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