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Cervejas com história a Laurentina e a 2M

Eu vivi em Moçambique mas não sou saudosista.

Apenas das duas belas  e saborosas cervejas que se bebia: a Laurentina e a 2M que felizmente posso comprar por aqui porque  há imensos supermercados onde se vendem e nem são caras. 

A história das cervejas Laurentina e 2M começou no início do século 20, quando  um imigrante grego chamado Cretikos, abriu a 

Fábrica Vitória e viajou até à Alemanha para contratar um mestre cervejeiro que desenvolveu uma receita de cerveja de estilo europeu a que Cretikos chamou Laurentina, em homenagem aos naturais de Lourenço Marques – laurentinos.

A receita desta cerveja permanece secreta, mas sabe-se que uma parte do seu sucesso resulta da mistura de três maltes e de uma dupla filtragem a frio que lhe confere estabilidade.

A Laurentina é até hoje a mais premiada de todas as cervejas de Moçambique. E as suas variantes clara, preta e Premium já lhe valeram diversos prêmios internacionais, entre eles a medalha de ouro Monde Selection, na Bélgica.

José Moreira, de 56 anos, que trabalha até hoje na fábrica da cerveja 2M, abreviatura de Mac-Mahon, uma marca quase tão icónica como a Laurentina, criada durante o período colonial português, em 1962.

O nome desta cerveja é, aliás, uma homenagem ao antigo presidente francês Marie Edmé Patrice Maurice, conde de Mac-Mahon, que, em 1875, decidiu a favor de Portugal numa disputa com a Grã-Bretanha sobre qual dos dois países deveria ficar com a posse do Sul de Moçambique.

Ao contrário da Laurentina, conhecida por ser a cerveja das elites, a 2M ,atualmente a cerveja mais consumida em Moçambique, afirmou-se, sobretudo, entre a classe mais pobre, chegando a ser vendida sem rótulo durante os anos da guerra civil, de 1976 a 1992. «Naquele tempo, só era possível reconhecer uma 2M pelo símbolo estampado na carica», conta João dos Santos, autor da primeira grande campanha de publicidade da marca, uma dos principais responsáveis pelo êxito atual da cerveja

Quanto as duas cervejas os moçambicanos  dizem com algum humor:  Primeiro, escolhemos um malte claro agradável de beber, tão vivo quanto refrescante.

Depois, selecionamos um malte ímpar para criar um líquido suave e dourado que lembrasse o brilho do sol Moçambicano.

Assim, criaram uma cerveja que é suficientemente suave para manter as mentes frescas e prontas para um novo dia brilhante em Moçambique e, ao mesmo tempo, suficientemente viva e saborosa para transformar qualquer ocasião numa festa.

Os Moçambicanos abraçaram a 2M e a Laurentina como sendo sua desde que estas foram criadas e bebem que se fartam.

Tirados do gelo e fresquíssimas!

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