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Coisas Boas

Sericaia

Antes da apreciação propriamente dita, vamos primeiro a um pouco de história e a sua origem. 

Segundo a informação que consta no press-release da “Sericaia Gourmet“, foi no século XVI, que D. Constantino de Bragança, trouxe do Oriente a receita deste doce, património da doçaria conventual de Portugal. 

Pensa-se que foi no Convento Chagas de Vila Viçosa a sua origem, mas foi no Convento das Clarissas em Elvas que se acrescentou a canela, o segredo do sucesso deste doce. 

Vamos então ao que interessa: 

Apresentado numa sóbria caixa branca de cartão com o símbolo da “Sericaia Gourmet”, está um prato de barro que deve pesar mais de um quilo e onde o doce é cozido. 

Este exemplar que chegou ao “coisasboasemalta”, deve ter sido feito neste mesmo dia, apesar de este doce aguentar seguramente mais uns 4 ou 5 dias, sem perder as suas caracteristicas. 

Sendo uma receita muito simples de confecionar, o truque está nos bons ingredientes, e esta tem-nos. 

As claras de ovo muito bem embebidas na calda de ovo, e canela q.b., fazem deste doce um dos meus preferidos. Há uns anos, comia sozinho uma sericaia como esta que está foto. Enfim…outros tempos! 

Este estava extremamente fresco, como já referi anteriormente e a sua cozedura no ponto. 

Parabéns Sericaia Gourmet, por ter voltado a trazer à tona uns dos doces mais simples, mas também mais saborosos da gastronomia regional alentejana. 

Para acompanhar a “tradicional” ameixa de Elvas, fazem parte deste pacote, que tive oportunidade de provar. 

E aqui sim, a ligação perfeita entre a canela e a calda do fruto. 

Estão de parabéns e venham dai mais empreendedores a reavivar as receitas dos nossos avós, que tanta falta fazem, para combater, a fast-food que por aí prolifera. 

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