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Vinho em lata???

O dia das mentiras já foi!

Nunca pensei que fosse possível vinho em lata mas enganei-me!

Há cada vez mais marcas portuguesas a apostar no vinho em lata, como forma de chegar a clientes mais jovens e novas ocasiões de consumo, onde as garrafas de vidro são proibidas.

Em mercados como o americano ou o brasileiro, abrir uma lata de vinho é um gesto habitual.

Em Portugal, um mercado mais conservador no que ao vinho diz respeito, a ideia pode por os cabelos em pé. 

Pelo menos desde Julho  de 2016, quando a  PositiveWine, da Bairrada, colocou no mercado o Flutt, o primeiro vinho espumante nacional em lata, que as empresas portuguesas começaram a olhar com curiosidade para este segmento.

Mas só com o anúncio, há duas semanas, do lançamento de Gatão e Gazela neste novo formato, é que a maioria dos consumidores portugueses se deu conta deste novo produto.

E há muitos produtores que já lançaram ou estão para lançar as suas marcas em lata, à conquista das oportunidades de consumo que a simplicidade da abertura de uma lata traz.

O Gatão chegou ao mercado há poucas semanas e Gil Frias, diretor comercial do grupo JMV, que detém os  Vinhos Borges , fala numa receptividade muito acima do esperado num mercado convencional como o português.

A partir deste mês de Abril, a chegada aos cerca de 70 mercados em que a marca está presente, mas com uma aposta especial no continente americano, na Europa central e do norte, será uma realidade.

Sendo difícil antecipar vendas de um produto completamente novo, sobretudo quando a marca ainda não arrancou com as campanhas de promoção, Gil Frias admite, no entanto, que as expectativas apontam para a produção de três milhões de latas nos primeiros doze meses.

O Gatão em lata, esteve ano e meio a ser preparado e surge a partir do pedido expresso de um cliente do mercado internacional.

Gatão

As previsões a curto prazo, são magnificas. e parece que se vão consumir 400 milhões de latas de vinho por ano em todo o mundo.

Os estudos de mercado que fizeram  mostram que os consumidores procuram produtos amigos do ambiente, funcionais, e que se adequam ao consumo ao ar livre.

E a lata encaixa que nem uma luva nestas exigências, já que a lata é mais amiga do ambiente do que o vidro.

Sendo menos pesada, reduz a pegada carbônica no transporte; como é uma superfície mais fina, arrefece mais depressa e consome menos energia, além de que tem um potencial de reciclagem bastante superior ao vidro.

Já o Gazela em lata, da Sogrape, só chegará ao mercado lá para o mês de Maio e estará disponível, numa primeira fase, em Portugal, nos EUA e na Noruega. Outros se seguirão e, eventualmente, outras marcas do grupo.

O que importa aqui é assegurar que, tecnicamente, não há nenhuma diferença entre o vinho que se coloca numa garrafa ou numa lata, garante João Gomes da Silva, administrador da Sogrape, a maior empresa portuguesa de vinhos e  está confiante no sucesso.

A Aveleda conta lançar o seu Casal Garcia em lata também em Maio.

Começa pelos EUA e Alemanha. Com 14 milhões de garrafas vendidas ao ano, nas suas nove referências distintas, entre brancos, rosados, espumante e sangrias, a marca Casal Garcia vale dois terços das vendas da maior exportadora da região dos vinhos verdes.

Confesso que estou um pouco estonteada.

Mas vamos lá experimentar uma lata de vinho português!

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